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Simaria se afasta de shows: tratamento da tuberculose sempre pede repouso?

Divulgação/Instagram
Imagem: Divulgação/Instagram

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

17/09/2018 15h55

Após dar entrada na semana passada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a cantora Simaria, da dupla sertaneja Simone & Simaria, anunciou que ficará longe dos palcos até concluir o tratamento da tuberculose ganglionar.

Diagnosticada com a doença em abril deste ano, a sertaneja tinha voltado a fazer shows havia um mês, porém, depois de sentir-se muito mal, foi submetida a novos exames. A assessoria de imprensa da cantora confirmou o afastamento. "Após laudo e por determinação médica do Dr. David Uip, a cantora mais uma vez terá de se afastar do palco até o final do tratamento de sua tuberculose ganglionar".

Segundo Marcelo Rabahi, pneumologista e professor da Universidade Federal de Goiás, o afastamento no tratamento da tuberculose não é obrigatório, mas pode ocorrer quando a pessoa atua em atividades muito desgastantes, "é uma decisão muito individual, na qual o médico avaliará se deve ocorrer ou não".

Embora o comunicado não tenha dado detalhes do que Simaria estava sentindo, um dos principais sintomas causados pela doença é fraqueza. De acordo com Rabahi, isso acontece devido aos fortes medicamentos para matar os bacilos. “A pessoa fica muito fraca em alguns casos, mas ainda sim há cura. Para tratar a doença, além dos medicamentos, recomenda-se uma boa alimentação, noites de sono bem dormidas e a suspensão de cigarros e bebidas alcoólicas”, ressalta.

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O que é a doença?

A tuberculose é provocada pelo bacilo de Koch. "Como essa bactéria é transmitida pelas vias aéreas, é comum achar que o problema ocorre apenas no pulmão. Mas o bacilo de Koch pode se alojar em qualquer órgão do corpo se consegue entrar na corrente sanguínea”, explica Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet Medicina e Diagnóstico e membro da Sociedade Brasileira de patologia Clínica. No caso de Simaria, o micro-organismo infectou o gânglio supraclavicular, que pertence ao sistema linfático.

Quando se instala nos pulmões --na tuberculose "comum" --, o bacilo de Koch pode ser transmitido para outras pessoas por gotículas expelidas na respiração, espirros e pela tosse. No entanto, quando o micro-organismo está no glânglio, como no caso de Simaria, a doença não é contagiosa, segundo Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), consultado em matéria publicada no dia 17/04/2018

"A pessoa não precisa ficar em isolamento e deve apenas tomar os medicamentos religiosamente durante seis meses para garantir a cura total", explica Weissmann. Esse tipo de tuberculose geralmente acomete pessoas que estão com a imunidade debilitada. Além dos sintomas que Simaria teve, anemia e febre vespertina --que vem no final da tarde e início da noite -- são comuns, assim como aumento dos gânglios.

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