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Estudo explica por que as pessoas acreditam em fake news

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Imagem: Istock

Do VivaBem, em São Paulo

14/08/2018 10h31

É fato que as notícias falsas, também conhecidas como fakes news, vem se espalhando com facilidade na internet. Além de fazer com que as pessoas desconfiem dos meios de comunicação, a disseminação deste tipo de informação causa confusão nos leitores --muitos relatam já não conseguir distinguir quais notícias são verdadeiras.

Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, analisou informações no Twitter para ver o que tem mais força: notícias falsas ou reais.

Os pesquisadores examinaram 126 mil notícias postadas por 3 milhões de usuários ao longo de uma década, e descobriram que as fake news atingem muito mais pessoas e se espalham muito mais rápido do que informações verdadeiras.

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Mas o que torna as pessoas vulneráveis ao conteúdo enganoso?

Uma nova pesquisa, apresentada na convenção anual da Associação Americana de Psicologia, explica os mecanismos por trás das tão apelativas notícias falsas.

Os pesquisadores apontaram o chamado “viés de confirmação” como a principal razão por trás das pessoas acreditarem em dados incorretos. O termo refere-se à tendência das pessoas em aceitar informações que confirmem suas crenças preexistentes e ignorar as informações que as desafiam.

Eve Whitmore, psicólogo do desenvolvimento da Western Reserve Psychological Associates, em Ohio, explica que esse viés é formado no início da vida, quando a criança aprende a distinguir entre fantasia e realidade.

Durante a infância, os pais incentivam as crianças a acreditar em “brincadeiras” por ajudarem os jovens a lidar com a realidade e a assimilar as normas sociais. No entanto, a desvantagem é que elas aprendem que a fantasia às vezes é aceitável.

Quando se tornam adolescentes, explicam os pesquisadores, elas desenvolvem suas próprias habilidades de pensamento crítico e começam a questionar seus pais ou outras figuras de autoridade. No entanto, por ir contra as reflexões que levaram como certas durante anos, o rompimento com o conhecido pode gerar desconforto.

É aí que entram as racionalizações preconceituosas. Para evitar conflitos e ansiedade, as pessoas desenvolvem mecanismos de enfrentamento, como o viés de confirmação; já que desafiar as falsas crenças pode causar conflitos, alguns aprendem a racionalizar e aceitar as falsidades.

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