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Tem diferença entre AVC e derrame? Saiba mais sobre o quadro

A doença afeta 17 milhões de pessoas por ano - iStock
A doença afeta 17 milhões de pessoas por ano Imagem: iStock

Maria Júlia Marques

Do VivaBem, em Gramado*

07/08/2018 04h00

Cada vez mais as pessoas usam menos a palavra derrame para se referir ao AVC

Você sabe se há diferença entre ter um derrame e ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral)? Embora muita gente se confunda, os dois termos são usados para a mesma coisa: quando ocorre morte de células do cérebro pela interrupção do fluxo sanguíneo dentro do vaso (AVC isquêmico) ou o rompimento deste vaso (AVC hemorrágico).

"Já foi mais comum confundir as duas palavras, as pessoas conheciam a doença popularmente pelo nome de derrame", comentou Letícia Januzi, neurologista vascular do Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas, durante XXI Congresso Iberoamericano de Doenças Cerebrovasculares, em Gramado (RS).

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Atualmente, os médicos afirmam ser muito raro os pacientes falarem derrame, mesmo se forem mais carentes de informação. "Com certeza usar a palavra AVC está mais frequente, e de alguma forma é o termo mais correto. Derrame está caindo em desuso e é só um apelido, um termo leigo", completou Januzi.

Além disso, a neurologista comentou que a palavra derrame costuma trazer consigo uma carga negativa que não é benéfica para o paciente, por remeter a aquele ditado popular de que 'não adianta chorar pelo leite derramado'.

"Dizer derrame traz uma sensação de que não há mais nada a ser feito, o que é algo muito forte e não é verdade. Após o AVC existe um longo caminho de reabilitação para melhorar a qualidade de vida do paciente", contou.

Tipos de AVC e sua gravidade

O AVC é uma doença comum que afeta 17 milhões de pessoas por ano. Existem dois tipos de acidente vascular cerebral:

  • AVC hemorrágico: que é mais agressivo e se dá quando um vaso sanguíneo ou artéria se rompe, causando vazamento do sangue;
  • AVC isquêmico: que pode ocorrer quando há um entupimento do vaso sanguíneo por acúmulo de placas de gordura em suas paredes ou por um coágulo entupir o vaso e impedir o fluxo de sangue.

Em ambos os casos, depende muito da área em que houve o acidente no cérebro, do tamanho e da gravidade da lesão para determinar quais serão as sequelas do paciente. De qualquer forma, uma equipe multidisciplinar com fisiatras, neurologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e outros profissionais podem atuar para melhorar as sequelas e dar uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Leia tudo sobre o que é o AVC, seus sintomas e tratamentos aqui.

*Jornalista viajou para participar do XXI Congresso Iberoamericano de Doenças Cerebrovasculares, em Gramado (RS), a convite da Ipsen.

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