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Estudo mostra por que perder peso ajuda na remissão do diabetes tipo 2

Pessoas que emagreceram tiveram uma duração mais curta do diabetes  - iStock
Pessoas que emagreceram tiveram uma duração mais curta do diabetes Imagem: iStock

Do VivaBem

05/08/2018 12h13

Um ensaio clínico mostrou que quase metade dos indivíduos com diabetes tipo 2 alcançou a remissão para um estado não diabético após perderem peso num período de 6 anos após o diagnóstico. Agora, um estudo publicado na quinta-feira (2) no periódico Cell Metabolism revela que essa resposta bem-sucedida à perda de peso está associada à melhora do funcionamento das células beta-pancreáticas.

O diabetes tipo 2 é uma condição em que o corpo não produz o suficiente ou não responde adequadamente à insulina. Este hormônio, produzido pelas células beta do pâncreas, ajuda a glicose do sangue a entrar nas células do músculo, da gordura e do fígado para ser usada como energia.

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Na pesquisa, os participantes, que foram diagnosticados com diabetes tipo 2 dentro de 6 anos do início do estudo, foram aleatoriamente designados para cuidados tradicionais (grupo controle) ou um programa intensivo de controle de peso. Um ano depois, 46% dos indivíduos do grupo de intervenção responderam com sucesso à perda de peso, recuperaram-se e mantiveram o controle sobre as concentrações de glicose no sangue.

Os cientistas ainda examinaram fatores metabólicos potencialmente relevantes, como conteúdo de gordura hepática, conteúdo de gordura pancreática, concentrações sanguíneas de gorduras chamadas triglicérides e função das células beta. Eles descobriram que os participantes que responderam ao programa de perda de peso eram semelhantes aos não-respondedores antes da intervenção, mas tinham uma duração mais curta do diabetes (2,7 anos vs. 3,8 anos). Tanto os que responderam como os não respondedores perderam quantidades comparáveis ??de peso, levando a reduções similares no conteúdo de gordura do fígado, no conteúdo de gordura do pâncreas e nas concentrações sanguíneas de triglicerídeos.

No entanto, apenas os respondedores demonstraram melhora precoce e sustentada na função das células beta. Em particular, a diferença mais marcante entre respondedores e não respondedores foi a resposta de insulina de primeira fase. Células beta pancreáticas secretam insulina em duas fases em resposta a um aumento na concentração de glicose no sangue. A primeira fase, que consiste em um breve pico com duração de aproximadamente 10 minutos, é tipicamente ausente em pacientes com diabetes tipo 2. A secreção de insulina de primeira fase aumentou nos respondedores após a perda de peso, mas não se alterou nos não respondedores.

Apesar dos resultados animadores, o estudo tem algumas limitações. A grande maioria (98%) dos participantes eram brancos e eles foram avaliados por apenas 12 meses de manutenção do peso, portanto estudos de longo prazo estão em andamento.

"Esta observação traz implicações potencialmente importantes para a abordagem clínica inicial do tratamento", diz o autor sênior do estudo, Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, na Austrália. "Atualmente, a gestão precoce do diabetes tipo 2 tende a envolver um período de farmacoterapia com mudanças no estilo de vida, que na prática são modestas. Nossos dados sugerem que a perda de peso substancial no momento do diagnóstico é apropriada para resgatar células beta."

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