Topo

Tudo sobre Infarto

Sintomas e tratamentos da doença


Tudo sobre Infarto

Corredor morre no Guarujá; caso reforça importância da avaliação médica

Normando dos Santos tinha 43 anos e morreu de ataque cardíaco. Médicos dizem que atletas amadores devem fazer exames periódicos para evitar problemas - Arquivo Pessoal
Normando dos Santos tinha 43 anos e morreu de ataque cardíaco. Médicos dizem que atletas amadores devem fazer exames periódicos para evitar problemas Imagem: Arquivo Pessoal

Gabriela Ingrid

Do VivaBem

23/07/2018 11h50

O atleta Normando dos Santos, 43, morreu após sofrer um infarto durante uma prova chamada “Desafio do Dragão”, no Guarujá, em São Paulo, no domingo (22). O corredor desmaiou no quilômetro nove do percurso, que tem 10 km no total. Apesar de ser socorrido por equipes do Resgate do Corpo de Bombeiros, o atleta amador não resistiu à parada cardíaca.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Santo Amaro, local em que Normando foi atendido, o paciente já tinha histórico de cardiopatia, o que poderia ter explicado o acidente. “Na população em geral, a morte súbita está muito relacionada à doença coronária, na qual há acúmulo de placas nas artérias, limitando o fluxo de sangue para o coração”, diz Guilherme Sangirardi, cardiologista pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O esforço físico é um gatilho e pode desencadear arritmias potencialmente fatais.

Veja também:

Casos de morte súbita durante provas de corrida são raros, mas ressaltam a importância de uma avaliação médica periódica. A orientação é fazer uma bateria de exames ao iniciar a prática de qualquer atividade física e repeti-la ao menos uma vez no ano. De acordo com Sangirardi, deve ser realizada uma consulta clínica e exames como eletrocardiograma, teste ergométrico e análise do histórico familiar. Com base nos resultados é avaliado se o paciente está apto a praticar o esporte e em qual a intensidade deve fazer o exercício.

Esporte é melhor forma de prevenção

“Em casos como este, cria-se um estigma de que a atividade física pode fazer mal, mas é justamente o contrário, basta analisar como está a saúde antes de começar a se mexer”, diz o cardiologista do esporte Carlos Alberto Cyrillo Sellera, da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).

Sangirardi concorda: “O esporte é a principal maneira de prevenção de doença cardiovascular. Mas esse estímulo tem que ter um cuidado por trás e a pessoa deve se orientada por um cardiologista antes de começar a fazer exercícios.”

*Fontes consultadas em reportagem do dia 19/03/2018.

VIVABEM NAS REDES SOCIAIS
Facebook • Instagram • YouTube

Mais Tudo sobre Infarto