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A baixa umidade do ar prejudica o corpo; proteja a sua saúde no tempo seco

Com a umidade relativa do ar baixa a garganta fica irritada, o nariz pode sangrar, doenças respiratórias aparecem, além de dor de cabeça, irritação nos olhos e pele ressecada - iStock
Com a umidade relativa do ar baixa a garganta fica irritada, o nariz pode sangrar, doenças respiratórias aparecem, além de dor de cabeça, irritação nos olhos e pele ressecada Imagem: iStock

Maria Júlia Marques

Do VivaBem, em São Paulo

07/07/2018 04h00

Quando chega o inverno, os termômetros caem, as chuvas desaparecem e seu nariz, olhos e garganta sentem os reflexos do tempo seco em algumas regiões do Brasil. Todos os anos temos que lidar com os problemas trazidos por essa diminuição da umidade do ar. Então, é importante desvendar como ela funciona e saber o que fazer para proteger seu organismo.

O que é a umidade do ar?

De uma forma simples, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) explica que a umidade relativa do ar é o quanto de água na forma de vapor há na atmosfera em relação ao total máximo que poderia existir na temperatura observada. Os níveis de umidade são mais baixos principalmente no fim do inverno, início da primavera e durante a tarde, entre 12h e 16h, segundo o centro.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o nível ideal de umidade do ar para o organismo humano gira entre 40% e 70%. Quando a taxa cai para 30% é considerada uma situação de alerta e prejuízos para a saúde se tornam mais evidentes.

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Por que a umidade do ar afeta nosso organismo?

Você pode prever que o clima está ficando seco mesmo sem ser vidente. É que sua garganta ficará irritada, o nariz pode sangrar e se você tiver doenças respiratórias (como rinite e asma) elas vão aparecer, além de dor de cabeça, sensação de areia nos olhos e pele ressecada.

O Ministério da Saúde explica que a baixa umidade do ar afeta diretamente nossa hidratação e dificulta todo o funcionamento do nosso organismo, uma vez que a água é fundamental para “todas as células do organismo, regula nossa temperatura e funcionamento dos órgãos, elimina toxinas, transporta nutrientes e lubrifica as mucosas”.

Resumindo, o corpo fica com menos água para trabalhar e todas as funções que dependem do líquido podem ser afetadas, deixando o organismo mais vulnerável. A baixa umidade do ar resseca nossas vias aéreas e compromete a produção de muco no nariz, por exemplo, o que pode facilitar a entrada de vírus e bactérias e facilitar o contágio de doenças.

“A falta de umidade associada ao frio diminui a função nasal em relação a um dia mais quente e mais úmido. O funcionamento respiratório é afetado e desencadeia sintomas, principalmente em pessoas mais sensíveis, mas nem todos apresentam sintomas”, diz Fausto Nakandakari, otorrino do Hospital Sírio Libanês.

Pois é, aqueles que já têm dificuldades respiratórias são afetados mais rapidamente. “Quem sofre de rinite ou asma, por exemplo, fica pior! O organismo já tem problemas respiratórios e com a baixa umidade do ar aumentam as dificuldades, o nariz e o pulmão não funcionam bem e as doenças se intensificam”, afirma Eduardo Landini Lutaif Dolci, professor de otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo. 

Além disso, a baixa umidade favorece a propagação de vírus e bactérias, que sobrevivem melhor nessa condição. Portanto, você precisa ficar alerta com epidemias de gripes e resfriados.

Como manter o bem-estar no tempo seco?

Para se manter saudável e não sofrer com os baixos níveis de umidade no ar, o Hospital de Clínicas de Campinas e a Faculdade de Medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) fizeram um guia preventivo, levando em conta qual a porcentagem da umidade do ar no momento.

Se as dicas não ajudarem, busque ajuda profissional. “É importante prestar atenção e se cuidar. Mas caso o nariz esteja muito entupido, com muita secreção, exista diminuição do olfato ou paladar, dor na testa ou nas maçãs da face, ou ainda falta de ar por cerca de sete dias, é hora de procurar um médico para compreensão e controle do quadro”, aconselha Nakandakari.

Estado de Atenção: entre 20% e 30%

  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h 
  • Umidificar o ambiente com vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, irrigação de jardins etc.
  • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas com árvores
  • Consumir água à vontade

Estado de Alerta: entre 12% e 20%

  • Seguir as recomendações do estado de atenção
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h, como correr, pedalar, fazer coleta de lixo, entregar correspondência etc.
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados
  • Usar soro fisiológico para umidificar olhos e narinas

Estado de Emergência: abaixo de 12%

  • Seguir as recomendações anteriores
  • Suspender atividades em que há aglomeração de pessoas em recintos fechados, como aulas e cinemas, entre 10h e 16h
  • Durante a tarde, manter úmido os ambientes internos, principalmente quarto de crianças e idosos

Atentando que a poeira é a principal causa de aumento de doenças respiratórias nesse momento, a cartilha também dá conselhos para afastar o pó, ácaros e mofo, atenuando sintomas:

  • Mantenha arejados os ambientes internos. No inverno, abrir as janelas entre 10h da manhã e 5h da tarde é uma boa medida
  • O uso de aparelhos para purificação do ar também é recomendado
  • Evite carpetes ou cortinas que acumulem poeiras
  • Evite roupas e cobertores de lã ou com pelos. Agasalhos recomendados: malha, moletom, nylon ou couro
  • Coloque as roupas típicas de inverno (blusas de lã, cobertores, etc) no sol
  • Importante recobrir colchões, travesseiros e almofadas com plásticos. A cama deve estar afastada da parede
  • Coloque livros e objetos em armários fechados. Limpe a casa com pano úmido (principalmente os cantos do quarto, beiradas e estrados da cama) e evite produtos de limpeza com cheiro ativo, preferindo o álcool
  • Evite permanecer em cômodos úmidos, fechados, lidar com papéis ou usar roupas e objetos guardados por muito tempo
  • Procure manter animais de pelo ou pena fora de casa
  • Não permita que fumem em ambientes internos

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