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Dorme pouco? Estudos associam falta de sono à dor crônica

Embora a relação entre o sono e a dor seja complexa, essa forte associação ainda precisa ser mais explorada - Getty Images
Embora a relação entre o sono e a dor seja complexa, essa forte associação ainda precisa ser mais explorada Imagem: Getty Images

Do VivaBem, em São Paulo

15/06/2018 20h23

Os resultados de dois estudos apresentados durante o Congresso Europeu Anual de Reumatologia (EULAR 2018) ajudaram a fornecer uma nova visão sobre o papel do sono na dor crônica.

O primeiro deles demonstrou que sofrer com problemas de sono pode ter um papel preditivo para a dor crônica. Já o segundo fez uma ligação entre dor crônica e o sono no caso dos adolescentes.

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De acordo com Robert Landewé, presidente do Comitê de Programa Científico da EULAR, a relação entre ambos é complexa, pois as consequências da falta de sono podem afetar a percepção e a dor. Além disso, a própria dor pode interferir na qualidade do sono.

"Exatamente por isso que esses estudos são importantes, pois ajudam a elucidar qual é o papel de dormir na dor crônica, destacam-no como um fator de risco modificável potencialmente importante para aliviar o sofrimento desses pacientes", diz.

Problemas na hora de dormir indicaram o início da Dor Crônica Generalizada (DCG) em um estudo prospectivo que teve duração de 20 anos. Nele, todos os quatro parâmetros relacionados ao sono --dificuldades para iniciar, manutenção, acordar durante a noite e sono não restaurador -- foram designados para prever o surgimento de DCG após cinco anos, em um modelo ajustado para idade, gênero, situação econômica e saúde mental.

Além disso, todos os parâmetros, exceto "problemas com o despertar precoce", indicaram o início do problema aos 18 anos, demonstrando que a falta de sono é um importante indicador para o prognóstico da dor crônica, sendo indicada uma avaliação mais cuidadosa deste aspecto por médicos.

Problemas de sono e ansiedade

Em outro estudo --que incluiu 254 estudantes de uma escola sueca que preencheram questionários sobre dor crônica, problemas de sono, estresse, ansiedade e depressão --, um em cada dez alunos sofria de dor musculoesquelética multisite crônica (CMP). A análise mostrou que, em comparação com outros estudantes, ter CMP foi associado a relatar problemas de sono graves, bem como prováveis casos de ansiedade.

"Embora a relação entre o sono e a dor seja complexa, nossos resultados indicam claramente uma forte associação que precisa ser mais explorada", disse Julia S. Malmborg, estudante de doutorado no Laboratório Rydberg de Ciências Aplicadas da Universidade de Halmstad, na Suécia.

"Como ambos os problemas afetam o bem-estar fisiológico e psicológico dos pacientes, esperamos que esses resultados sejam usados pelos profissionais de saúde da escola para promover a saúde dos estudantes."

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