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Sintomas de AVC como os de Marieta Severo na novela acontecem na vida real?

Na web, Marieta Severo é elogiada por atuação após cena de AVC em "Outro Lado" - Reprodução/TV Globo
Na web, Marieta Severo é elogiada por atuação após cena de AVC em "Outro Lado" Imagem: Reprodução/TV Globo

Vivian Ortiz

Do VivaBem

04/05/2018 16h47

A atuação da atriz Marieta Severo impactou o público no final do capítulo da última quarta-feira (2), da novela "O Outro Lado do Paraíso" (Globo). Na cena, a personagem Sofia estava no Tribunal, sendo julgada por seus crimes, quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), e começou a apresentar espasmos musculares, que acabaram, por fim, "entortando" sua boca.

Ela teve a reação após ver o personagem Xodó (Anderson Tomazini) entrar como testemunha de acusação do caso. A grande dúvida que ficou é: uma cena assim aconteceria na vida?

E, sim, o acidente vascular cerebral pode apresentar sinais como os mostrados na cena, explica o neurologista Rubens José Gagliardi, que é professor titular de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). O sintoma mais comum de um derrame é a fraqueza repentina sentida no rosto, no braço ou na perna, quase sempre em um lado do corpo, diz o médico. "Consequentemente, um dos lados vai ficar mais caído do que o outro, como aconteceu na cena."

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Procurar ajuda médica imediata é fundamental nesse momento, justamente para limitar os danos cerebrais, muitas vezes devastadores. Tal intervenção pode, de fato, fazer a diferença entre ter uma lesão cerebral leve, uma que seja grave e incapacitante ou até mesmo a morte.

O AVC, inclusive, é a segunda principal causa de morte no Brasil e a principal motivo de incapacidade no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, a cada cinco minutos um brasileiro morre em decorrência do problema, contabilizando mais de 100 mil mortes por ano. No mundo, são de seis milhões de mortes por ano.

Gagliardi diz que, um ano depois do episódio, 30% dos pacientes voltam ao normal, sendo que outros 30% morrem. Dos 40% restantes, mais ou menos 20% ficam com sequelas leves --até conseguem andar, trabalhar ou dirigir, mas podem ter uma fala comprometida, por exemplo. Os outros 20% ficam com sequelas realmente incapacitantes, como parece ser o caso da personagem. "Isso varia muito com a gravidade do AVC, idade, se o paciente já estava em boas condições físicas... Quanto mais precoce e específico o tratamento, melhor o resultado", diz.

De acordo com o serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), é preciso chamar imediatamente os serviços de emergência caso seja notado algum dos seguintes sintomas:

Paralisação no rosto: Uma parte do rosto pode parecer "pendurada" e o paciente pode não sorrir, ou a boca e o olho podem parecer flácidos.

Fraqueza nos braços: Uma pessoa que está sofrendo um AVC pode não ser capaz de levantar os dois braços e mantê-los suspensos. Ela pode, por exemplo, sentir-se fraca ao levantar um copo. Outro sinal de alerta é a dormência no braço.

Dificuldade na fala: O paciente pode perceber sua fala lenta, articular mal as palavras ou dizer coisas confusas e incoerentes. Alguns podem ficar totalmente incapazes de falar, apesar de estarem acordadas.

Outros sintomas que precisam de atenção são problemas súbitos com um ou ambos os olhos; dificuldade repentina em andar; tonturas; perda de equilíbrio ou falta de coordenação; dor de cabeça súbita e severa; confusão e problemas de percepção.

É possível evitar um derrame?

De acordo com Gagliardi, prevenção é fundamental. Inclusive, ele lembra que quem já teve um AVC alguma vez, tem chances de sofrer novos episódios. "O risco é 11% maior do que a população normal", diz.

Para evitar, o recomendado é se cuidar e controlar a pressão arterial, glicose, colesterol, verificar se tem arritmia cardíaca --especialmente fibrilação arterial--, fazer atividade física, manter um peso saudável, evitar estresse e ter um sono adequado.

"Quem já teve também precisa investigar a causa do AVC e tratar. Muito possivelmente com uso de medicação antiagregante plaquetária ou anticoagulante, para evitar risco de uma nova hemorragia", explica.

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