PUBLICIDADE

Topo

Movimento

Inspiração pra fazer da atividade física um hábito


Movimento

Parou de emagrecer? Ajuste o treino e a dieta para seguir perdendo peso

iStock
Imagem: iStock

Thamires Andrade

Do VivaBem, em São Paulo

18/04/2018 04h04

Imagine a cena: você está fazendo a sua dieta sem qualquer furo, treina todos os dias e, do nada, a balança estaciona. Os dias e até as semanas passam e os dígitos não diminuem. Parece um pesadelo? Pois isso é pra lá de real, muito normal de acontecer e tem nome: efeito platô.

“Ele ocorre em qualquer tipo de programa para emagrecer, seja ele mudança no estilo de vida (dieta + atividade física), seja tratamento medicamentoso. E, às vezes, ainda vem acompanhado de reganho de um a dois quilos”, explica Maria Edna de Melo, endocrinologista e presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Veja também:

Nosso corpo luta contra o emagrecimento

Tudo isso acontece por conta da nossa genética. Marcio Mancini, diretor da SBEM e chefe do Grupo de Obesidade do HC-FMUSP, explica que no passado nosso organismo precisava estar preparado para se defender da falta de comida --e não do excesso que há hoje.

“O homem tinha de lutar com animais e caminhar por dias para encontrar alimento. Por isso, quando começamos uma dieta, o corpo pensa que estamos naquele ambiente com pouca comida e faz com que precisemos de menos calorias para funcionar”, explica Mancini.

Esse mecanismo de defesa corporal também produz substâncias que, quando na presença da comida, nos fazem sentir mais fome. “O organismo da gente não quer emagrecer, pois acha que vamos morrer de forme. Então, ele se regula para que tenhamos mais apetite e gastemos menos calorias”, diz Mancini.

Quando ocorre o efeito platô?

Esse momento de estagnação na perda de peso é muito individualizado, mas, geralmente, acontece de seis meses a um ano após o início do programa de emagrecimento. “No início, é normal perder muito peso e depois o corpo começa a equilibrar o gasto energético diário”, fala Melo.

Antonio Herbert Lancha Junior, professor da Universidade de São Paulo e doutor em nutrição aplicada à atividade física, explica que o efeito platô não acontece somente porque o organismo começa a realizar as funções básicas gastando menos energia. Com o treinamento, o corpo se torna mais eficiente e também passa a economizar combustível nos exercícios. “Ou seja, se a pessoa utiliza uma quantidade de energia para correr 5 km, depois de um tempo, ela passa a gastar menos calorias para executar a mesma tarefa", esclarece Lancha Junior.

Como quebrar o platô

Existem algumas estratégias para sair desse quadro. Uma delas é mudar a intensidade do exercício físico. “É possível fazer alguns ajustes para corrigir a intensidade mediante a evolução do treinamento. Ou seja, se você corre 5 km em 30 minutos, pode tentar correr 5,5 km nesse mesmo tempo. Isso vai garantir que seu gasto permaneça elevado”, explica Lancha Junior.

A alimentação também deve ser ajustada para você sair do platô e retomar o emagrecimento saudável. Segundo Lancha Junior, é importante deixar as dietas restritivas de lado, principalmente aquelas que eliminam os carboidratos. “Se privar desse nutriente faz com que o corpo queime massa magra, que é muito importante para o nosso organismo e para o emagrecimento", diz Lancha Junior. 

Ele ainda explica que muitas vezes o corpo fica mais eficiente para oxidação da gordura e por isso é preciso corrigir a ingestão calórica, até elevando-a, para potencializar a queima de gordura.

Portanto, para evitar que o efeito platô dificulte sua meta de emagrecer, é muito importante sempre contar com a ajuda de nutricionistas para ajustar a dieta, além de profissionais de educação física para corrigir a intensidade dos treinos.

Siga o VivaBem nas redes sociais
Facebook • Instagram • Youtube

Movimento