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Inspiração pra fazer da atividade física um hábito


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Nada de dança: Strong by Zumba é intensa, exige força e queima 700 calorias

Divulgação/Bodytech
Imagem: Divulgação/Bodytech

Thamires Andrade

Do VivaBem, em São Paulo

10/04/2018 04h00

Se você gosta de dançar, provavelmente já deve ter feito Zumba ao menos uma vez. Marcada por coreografias simples e músicas latinas, a aula surgiu em 2012 e segue firme e forte nas academias. O sucesso da modalidade estimulou seu criador, Beto Perez, a pensar em um treino "embalado por músicas" para o público que gosta de exercícios de força. Assim, nasceu o Strong  By Zumba.

“Meu sócio e eu somos muito criativos e queríamos uma aula para quem não é fã de dança, para os alunos que gostam de treinos mais pesados, como o HIIT, crossfit e TRX. Para trazer uma inovação para esse tipo de modalidade, queríamos que os movimentos casassem com músicas eletrônicas”, explicou Perez ao VivaBem.

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A empresa investiu muito para chegar ao modelo atual. Contratou três produtores, DJs, instrutores de artes marciais e boxe, que criaram músicas e movimentos para a modalidade. “Na Zumba, a gente pega uma música e cria a coreografia em cima da canção. Só que dessa vez a dinâmica era diferente. Tínhamos os movimentos e queríamos que a canção se encaixasse nisso. E chamamos nomes de peso, como Syeve Aoki e Timbaland”, conta Perez.   

A divisão da aula

O resultado foi uma aula muito, muito intensa, que tem a música eletrônica como protagonista. Testei a Strong na academia Bodytech. Eu, particularmente, gosto bastante de Zumba e fiquei animada para conhecer essa nova modalidade, que é dividida em quatro partes.

Na primeira, os alunos aprendem os movimentos básicos que serão feitos. “A ideia é educar os músculos para os movimentos que faremos a seguir, de forma mais intensa. Nesse momento inicial, o ritmo é um pouco mais devagar”, explica Perez.

A segunda e a terceira são destinadas a detonar calorias e exigem bastante dos músculos. São realizadas flexões, muitos saltos e agachamentos. “É nível HIIT. Alcançamos a máxima potência para queimar a maior quantidade de energia possível.” E a última parte é quando fazemos exercícios abdominais fortíssimos.

O suor é garantido desde o começo

Divulgação/Bodytech
Imagem: Divulgação/Bodytech
Para mim, o aquecimento já foi punk, a ponto dos batimentos cardíacos chegarem a 85% da frequência máxima. Uma das coisas que achei mais legal é que logo no início você percebe o casamento da música com os movimentos da aula. Esqueça as canções latinas e pense numa batida eletrônica muito boa, daquelas que você quer ouvir na balada.

Outra coisa que adorei foi que não precisava contar o número de repetições dos exercícios. Ao ouvir determinada batida, você sabe que é o momento de agachar ou flexionar o abdome.

Perez acredita que a música, inclusive, ajuda a estimular os alunos durante o treino. “Tem gente que acha que só consegue fazer 10 flexões de braço. Porém, quando não existe contagem na aula, só a música, o aluno pode fazer 15 sem perceber”, fala.

Várias modalidades em uma só 

A Strong by Zumba é repleta de saltos, agachamentos, flexões, além de movimentos de luta mesmo, como jabs, esquiva e joelhadas. E eu vi a importância de ter um abdome forte para se manter equilibrado durante todo o treino. Segundo Perez, os professores têm autonomia para modificar certos movimentos, principalmente para os alunos com problemas nos ombros e joelhos, por exemplo.

Em média, a Strong  By Zumba queima de 700 a 750 calorias por aula --que dura de 50 a 60 minutos. Mas Alberto Perlman, sócio de Perez, explica que o importante mesmo é considerar o gasto energético pós-atividade física. “Os exercícios HIIT têm um consumo de oxigênio maior depois do treinamento, o que faz com que o organismo demore mais para se recuperar e gaste mais calorias”, explica.

Perlamn também destaca que a aula é bem focada nas pernas, glúteos, costas e abdome. De fato, eu mal conseguia dar risada sem sentir uma dorzinha na barriga depois de encarar o treino...

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