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Fazer atividade física combate o risco genético de doenças cardíacas

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

09/04/2018 15h37

Para quem nasceu com um alto risco genético para doenças cardíacas, manter a boa forma é algo que contribui para aumentar a aptidão física, manter o coração saudável e afastar problemas como infarto ou derrame (AVC).

A descoberta é de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford (EUA), que examinaram dados de quase meio milhão de pessoas de um grande estudo observacional sobre fitness e doenças cardíacas, realizado no Reino Unido.

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Erik Ingelsson, autor sênior do estudo, disse ao EurekAlert que as pessoas não devem simplesmente desistir das atividades físicas porque têm um alto risco genético para doenças cardíacas. "E vice-versa: mesmo com um baixo risco genético, você ainda deve fazer exercícios. O que influencia a saúde é uma mistura de genes e ambiente." O artigo descrevendo a pesquisa foi publicado na Circulation.

Para determinar a aptidão e os nível de atividade dos participantes, os pesquisadores usaram dados previamente coletados de 482.702 voluntários que, entre outros, responderam perguntas sobre sua rotina de exercícios; usaram medidores nos pulsos por sete dias e fizeram testes em bicicleta ergométrica.

Os pesquisadores descobriram que um nível mais alto de condicionamento físico estava associado a uma baixa chance de desfechos cardiovasculares negativos, incluindo doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral (AVC) e fibrilação atrial.

Entre os considerados de alto risco genético para doenças cardíacas, melhorar a aptidão cardiorrespiratória foi associado a um risco 49% menor de doença coronariana e 60% menor de fibrilação atrial, em comparação com participantes do estudo com baixa aptidão cardiorrespiratória.

No caso dos participantes considerados de risco genético intermediário para doenças cardiovasculares, aqueles com mais força nos pulsos --que ajuda a prever problemas cardíacos -- tinham 36% menos probabilidade de desenvolverem doença coronariana, além de uma redução de 46% no risco de fibrilação atrial, comparados aos participantes do estudo que tinham o mesmo risco genético.

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