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Bactérias podem sobreviver à lava-louça; use-a bem e proteja sua saúde

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Imagem: iStock

Ana Carolina Nunes

Colaboração para o VivaBem

08/03/2018 04h00

É inegável que a máquina de lavar louça facilita muito nossa vida. Porém, se você não usar o aparelho corretamente ou fizer a manutenção adequada nele, bactérias --e até fungos -- podem permanecer em pratos, copos e outros utensílios que foram limpos, prejudicando sua saúde. 

O primeiro passo para a utilização saudável da lava-louça é bem simples: ler o manual de instruções. Assim, você conhecerá os produtos mais indicados e como garantir a maior eficácia do aparelho. Geralmente, o recomendado é limpar o filtro com água e uma escova a cada lavagem, além de remover todos os restos de alimento do interior da máquina -- confira sempre se não há resíduos nas hélices. 

Outra coisa importante para o aparelho funcionar perfeitamente é não amontoar toda a louça lá dentro. É preciso colocar os utensílios nos lugares apropriados, selecionar o programa correto e usar a quantidade de detergente indicada.

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O que não lavar na máquina?

Não é recomendado colocar itens quebrados, lascados, trincados ou rachados, pois bactérias e detergente podem se acumular nessas partes com defeito. O professor Marco Miguel, titular do departamento de microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembra que a porcelana, por exemplo, é um material propício para proliferação e conservação de micro-organismos --nos laboratórios, inclusive, é usado para "guardar" bactérias durante pesquisas.

Colheres e tábuas de cortar de madeira também tendem a abrigar muitos micróbios, principalmente quanto têm resíduos de carne crua. Ao serem colocados na máquina, esses utensílios podem contaminar outros itens com micro-organismos. 

Não use a louça que sai suja da máquina

Esse é um dos principais indicativos de que ocorreu algo errado no processo de lavagem. Aí, você pode pensar: "Ah, mas a máquina usa água quente e esteriliza os utensílios". Não é bem assim. A alta temperatura, geralmente entre 60 °C e 70 °C, durante a lavagem e os produtos químicos (detergente) tendem a eliminar grande parte das bactérias, mas não se pode dizer que a louça está totalmente livre delas. Lembre-se: resto de comida é material orgânico e pode conter germes que causam infecções, diarreia e vômito. Portanto, se a louça ficou com alguma sujeira, lave-a novamente. 

máquina lavar louça, mão - iStock - iStock
Imagem: iStock

Fique de olho em fungos

Um estudo divulgado no periódico publicado pela British  Mycological  Society detectou que em 62% das máquinas de lavar louças há fungos ou leveduras. Apesar de não existir registros de infecções fúngicas em humanos devido ao uso do aparelho, o perigo para a saúde existe, especialmente para indivíduos com imunidade comprometida. Portanto, faça a limpeza geral do equipamento na periodicidade indicada no manual para evitar a proliferação desses organismos.

Há riscos de ficar produtos químicos na louça? 

A possibilidade preocupa algumas pessoas que usam o aparelho. Essa falha é de difícil percepção, já que a máquina lava e seca em sequência. Não há estudos comprovando algum dano direto ao organismo causado por resíduos de detergente ou de líquido secante. Mas é bom ter em mente que são produtos químicos e, assim como na lavagem manual, devem ser totalmente eliminados da louça.

O líquido secante, que tem a função de deixar os utensílios que saem da máquina brilhando, é o último a ser utilizado no processo e a louça não é enxaguada após sua aplicação. Os fabricantes garantem que ele não gera problemas à saúde. Mas, se você tiver algum receio, especialistas recomendam substituí-lo por vinagre, que também dá brilho na louça, não deixa cheiro e é mais natural.

É preciso enxaguar a louça antes de por na máquina?

Isso não é necessário. Mas é claro que você não pode colocar na lava-louça pratos com ossos de frango, arroz ou um pedaço de pão. É preciso jogar todos os restos de comida no lixo, assim como faz quando lava os utensílios na pia. 

Fontes: Miguel Sinkunas, diretor da Câmara de Químicos da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp); Taís Aragão, coordenadora de treinamento e capacitação da Parafuzo, empresa de limpeza profissional; Lilian Esteves, diretora da House Shine, prestadora de serviços de limpeza profissional; e Marco Miguel, professor titular do departamento de microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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