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Na dúvida se o parceiro trai você? Estudo mostra os tipos mais infiéis

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Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo

14/02/2018 18h33

Às vezes, quem está em um relacionamento sério e monogâmico pode ficar com a pulga atrás da orelha e se perguntar se o parceiro é infiel. Para quem tem medo de ser traído, a ciência mapeou os principais contextos em que as puladas de cerca acontecem.

Pesquisadores da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos, trabalharam com 233 casais recém-casados em um período de três anos e meio. Nesse tempo, os pares forneceram informações sobre a evolução da relação. As perguntas analisaram a satisfação conjugal e o compromisso a longo prazo. Os participantes também tiveram de contar se caíram em tentação. Os resultados foram publicados no periódico Journal of Personality and Social Psychology.

Veja também:

Quais contextos interferem nas traições?

Traição/ Mulher traindo namorado - iStock - iStock
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Os cientistas afirmam que fatores como idade, a satisfação conjugal, a satisfação sexual, a atração individual e as histórias de relacionamentos de cada um influenciam na infidelidade.

Os mais jovens são mais propensos a trair a confiança de um parceiro, assim como os indivíduos que afirmaram ter pouca satisfação geral com o relacionamento.

Surpreendentemente, as pessoas com alto grau de satisfação sexual eram mais propensas a trair os parceiros. Os pesquisadores acreditam que quem está sexualmente satisfeito é, em geral, mais aberto a ter novas experiências sexuais, podendo buscar ativamente aventuras fora do casamento.

Também foi detectada uma ligação entre a beleza de uma mulher e sua probabilidade de traição. As mulheres que foram classificadas como “menos atraentes” pelos cientistas eram as mais propensas a optar por uma pequena diversão fora do casamento.

Ao mesmo tempo, os homens eram mais propensos a trair se achassem que sua parceira não tivesse uma alta classificação no quesito atração física.

Quanto as histórias de relacionamentos, homens que se envolveram em muitas relações de curto prazo antes de casar eram os melhores candidatos para infidelidade mais tarde. Mas com as mulheres aconteceu o contrário: as monogâmicas em série eram mais propensas a buscas por ação extraconjugal.

Os pesquisadores acreditam que os resultados podem ajudar casais e terapeutas a prevenirem términos e lidar melhor com a traição levando em conta essas “predisposições” a infidelidade.

Como foi realizado o estudo?

A equipe analisou se os voluntários podiam ou não ignorar os encantos físicos de um estranho bonitão e se conseguiam minimizar a atração física por um potencial parceiro.

Durante os testes, os cientistas mostraram fotos aos participantes de pessoas muito atraentes do sexo oposto, juntamente com imagens de pessoas com aparência média e estudaram as respostas instintivas dos voluntários.

Os participantes que conseguiram tirar a atenção quase que imediatamente da foto de uma pessoa atraente eram 50% menos propensos a enganar o parceiro do que aqueles que demoravam mais e ficavam apreciando a beleza nas imagens.

Além disso, aqueles que avaliaram os atributos físicos de pessoas atraentes como baixos, dizendo que não eram tão belos assim, apresentaram maior probabilidade de serem fiéis no casamento.

“As pessoas não necessariamente estão conscientes do que estão fazendo ou por qual motivo. Esses processos são em grande parte espontâneos e sem esforço, e podem ser moldados de alguma forma pela biologia ou experiências na primeira infância”, explicou Jim McNulty, um dos responsáveis pelo estudo, em entrevista ao site Medical News Today.

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