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Crianças vítimas de bullying correm mais risco de ter comportamento suicida

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Imagem: iStock

Do VivaBem

15/01/2018 11h06

Casos recentes de crianças e adolescentes que se suicidaram por conta de ataques constantes dos colegas mostram que o bullying tem uma face ainda mais obscura. Embora alguns estudos já tenham analisado a relação entre as agressões e a saúde mental das vítimas, uma pesquisa que durou 15 anos foi publicada hoje no periódico Canadian Medical Association Journal e relevou que as violências persistentes têm consequências graves e afetam consideravelmente o psicológico das crianças, incluindo pensamentos e comportamentos suicidas ao longo dos anos.

O levantamento analisou dados do Estudo Longitudinal de Desenvolvimento Infantil de Quebec, feito com 1.363 crianças nascidas em 1997 e 1998 e que foram observadas até que elas fizessem 15 anos. Os pesquisadores elaboraram questionários com base em relatos de bullying aos 6, 7, 8, 10, 12 e 13 anos. Os participantes foram categorizados em três categorias: nenhuma/baixa vitimização, vitimização moderada e vitimização severa.

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As crianças que sofreram agressões severas apresentaram duas vezes mais probabilidades de ter depressão aos 15 anos, em comparação com aqueles que experimentaram baixa ou nenhuma vitimização. Além disso, quem sofreu ataques pesados foram três vezes mais propensos a reportar ansiedade e tiveram 3,5 vezes mais chances de relatar pensamentos suicidas sérios ou tentativas de suicídio em comparação ao grupo "nenhum/baixo".

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Embora o suicídio seja a face mais sombria e rara do bullying, há uma lista extensa de outras consequências para a saúde mental da criança e do adolescente que repercutem pelo resto da vida
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Agressões persistem na adolescência

Entre os voluntários analisados, cerca de 59% deles sofreram algum tipo de ataque contínuo nos primeiros anos do ensino fundamental. Embora o bullying tenha declinado à medida que as crianças cresciam, os pesquisadores confirmaram que as vítimas de agressões graves continuaram sofrendo durante a adolescência.

"Apesar de os ataques dos colegas começarem a diminuir até o final da infância, os indivíduos do grupo que sofria ataques graves continuaram expostos ao maior nível de agressões no início da adolescência", escreveram os autores.

Segundo eles, os resultados, juntamente com os de outros estudos, sugerem que o bullying severo entre colegas pode contribuir para o desenvolvimento de problemas de saúde mental na adolescência. Portanto, é importante prevenir a vítima desde a infância.

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