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Evitou cirurgia: atriz com torção ovariana mostra importância de ouvir dor

Kevork Djansezian/Getty Images/AFP
Imagem: Kevork Djansezian/Getty Images/AFP

Gabriela Ingrid

Do UOL

25/09/2017 12h47

Prestar atenção no que o seu corpo está dizendo pode evitar procedimentos invasivos. Foi o que aconteceu com a atriz Busy Philipps, que recentemente evitou uma cirurgia porque correu para o médico ao menor sinal de dor.

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A loira comanda um podcast chamado “Nós não somos médicos”, que tem como tema justamente a importância de ir ao hospital e evitar a automedicação. Em um post no Instagram, Busy descreveu o ocorrido: “Se você escuta meu programa, sabe que nosso conselho é sempre não ser um herói e ir ao médico. Eu senti uma dor horrível na parte direita do meu abdômen e fui diagnosticada com torção ovariana”, disse. “O meu voltou sozinho ao normal, mas às vezes é preciso encarar uma cirurgia ou você corre até o risco de perder o ovário.”

A atriz ainda disse que se sentiu exagerada em ir ao hospital, mas foi a escolha certa. “Essa sempre é a melhor opção. Mesmo que seja para chegar lá e mandarem você de volta para casa”, escreveu.

 

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Torção ovariana é rara e perigosa

Você sabia que o seu ovário pode torcer? Apesar de ter uma incidência muito baixa (0,167%), o evento é grave e pode até necrosar o órgão. “Por certos motivos, a haste do ovário se torce e sua irrigação fica comprometida, podendo causar necrose e forçando sua remoção”, explica Andrea Nácul, membro da Comissão de Ginecologia Endócrina da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Segundo a ginecologista, o problema geralmente ocorre quando o ovário está com um volume maior, devido a cistos, tumores, folículos causados pelo tratamento de reprodução assistida, gravidez nas trompas, cicatrizes na pelve ou malformações dos órgãos pélvicos.

A forma mais comum de saber a existência da torção é o aparecimento da dor, e aí entra a importância de não negligencia-la. “A torção de ovário é uma emergência médica. Quanto antes for feito o diagnóstico, menor a chance de perda do ovário por necrose”, diz Andrea. “A melhor prevenção é o exame ginecológico de rotina, que pode detectar aumento desse órgão e a presença de cistos ou tumores.”

 

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