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Pfizer e BioNTech planejam dose de reforço contra variante delta

Vacina da Pfizer/BioNTech é administrada em duas doses - Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Vacina da Pfizer/BioNTech é administrada em duas doses Imagem: Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

09/07/2021 11h09

As farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que produzem a vacina Comirnaty para o combate à covid-19, anunciaram nesta quinta-feira (8) que estão planejando uma dose de reforço contra a variante delta do novo coronavírus.

Em comunicado, as duas empresas manifestaram a crença de que uma terceira dose dessa vacina - atualmente administrada em duas doses - tem o potencial de manter os "mais altos níveis" de proteção contra todas as variantes atuais, incluindo a delta.

Entretanto, elas disseram que permanecem alertas e estão desenvolvendo uma versão atualizada da Comirnaty.

"Como se vê nas evidências do mundo real divulgadas pelo Ministério da Saúde de Israel, a eficácia da vacina diminuiu seis meses após a aplicação, ao mesmo tempo em que a variante delta está se tornando dominante em Israel", disseram as empresas no comunicado.

A Pfizer e a BioNTech informaram que as descobertas em Israel são consistentes com estudos realizados por elas anteriormente que relataram que uma terceira dose pode ser necessária de seis a 12 meses após a segunda.

De acordo com a nota, os ensaios clínicos poderão começar em agosto, se forem aprovados pelas autoridades competentes.

A variante delta, que é a que mais preocupa a OMS (Organização Mundial da Saúde), foi identificada em outros sete países na última semana e agora está presente em mais de 100.

Nos Estados Unidos, ela já responde por mais de 50% das amostras sequenciadas.

O principal epidemiologista do governo dos EUA, Anthony Fauci, disse hoje que as três vacinas aprovadas nos EUA contra a covid-19 - as de Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson - "são eficazes contra a variante delta", de acordo com os primeiros estudos sobre a eficácia contra esta nova variante.

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