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Remdesivir e cloroquina não funcionam contra covid, diz OMS

Pacotes de cloroquina distribuídos pelo Ministério da Saúde em hospital de Porto Alegre - DIEGO VARA
Pacotes de cloroquina distribuídos pelo Ministério da Saúde em hospital de Porto Alegre Imagem: DIEGO VARA

16/10/2020 10h24

A OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou um estudo hoje em que afirma que os remédios remdesivir e cloroquina/hidroxicloroquina não funcionam no tratamento da covid-19.

"Os resultados preliminares do Solidarity Therapeutics Trial, coordenado pela OMS, indicam que o remdesivir, que a hidroxicloroquina, a combinação lopinavir/ritonavir e os tratamentos à base de interferon parecem ter um pequeno ou inexistente efeito sobre a mortalidade em 28 dias ou no percurso hospitalar da covid-19 entre os pacientes recuperados", informa o documento.

O estudo foi conduzido em 405 hospitais em 30 países diferentes e envolveu 11.266 adultos, dos quais cerca de 2,7 mil receberam o remdesivir, 954 receberam a hidroxicloroquina, 1,4 mil receberam o interferon e 1,4 mil tomaram a combinação lopinavir/ritonavir. Outros 4.088 receberam medicamentos placebo.

"Os testes investigaram os efeitos desses tratamentos sobre a mortalidade total, sobre o início da intubação e sobre a duração do tratamento. Outros usos como, por exemplo, o tratamento de pacientes nas comunidades ou para a prevenção, serão examinados em experimentações diferentes", conclui.

Apesar de vários estudos internacionais já terem apontado a ineficácia da cloroquina ou da hidroxicloroquina tanto para tratamento como para prevenção, essa é a primeira vez que um amplo estudo aponta a ineficiência do remdesivir.

O antiviral, por exemplo, é o único aprovado pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos) para uso contra a covid-19 na Europa nos casos graves de internação, em que os pacientes precisam de ajuda mecânica para respirar. O medicamento também é amplamente usado nos Estados Unidos, que compraram os estoques de produção de três meses da empresa Gilead Sciences, e foi um dos remédios que o presidente Donald Trump tomou no hospital.

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