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Outubro Rosa: uma em cada 12 mulheres terá diagnóstico de câncer de mama

Sakan Piriyapongsak/IStock
Imagem: Sakan Piriyapongsak/IStock

Camila Tuchlinski

Em São Paulo

02/10/2019 12h14

O Outubro Rosa é o mês dedicado a conscientização do câncer de mama. Além de falar sobre tratamento e formas de prevenção, diversos institutos da área contabilizam os dados mais recentes em relação à doença.

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil somará aproximadamente 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019. O número corresponde a 28% de todos os diagnósticos da doença registrados no País. Este tumor é o mais incidente entre as mulheres depois do câncer de pele-não melanoma.

"Cerca de 10% dos casos de câncer de mama estão associados a fatores genéticos hereditários, ou seja, transmitidos de pais para filhos. Nessas situações, o controle preventivo deve ser iniciado antes mesmo dos 40 anos por conta do risco aumentado", afirma o oncologista Bruno Ferrari, presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas.

Um dos principais mecanismos de controle e identificação do câncer de mama, para além do autoexame, é a mamografia. Segundo o Inca, todas as mulheres com mais de 40 anos devem fazer a checagem.

A Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS), a mais recente disponível no Brasil, aponta que 3,8 milhões de mulheres de 50 a 69 anos nunca realizaram mamografia, o que corresponde a 18,4% da população feminina nessa faixa etária. O maior índice entre as regiões fica no Norte (37,8%) contra 11,9% do Sudeste, que tem a menor taxa.

"O primeiro e principal passo para combatermos a doença é o conhecimento. Temos que maximizar a exposição das informações para que cada vez mais mulheres e população em geral estejam conscientes da necessidade de realização da mamografia", alerta o oncologista Bruno Ferrari.

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia revela que uma em cada 12 mulheres terá um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. As chances de cura em caso de diagnóstico precoce chegam a 95%.

O oncologista Bruno Ferrari alerta que mulheres com histórico de câncer na família, ou seja, cujas mães, avós ou irmãs tiveram câncer de mama, devem iniciar o rastreio por mamografia mais cedo, aos 35 anos.

Campanha

O Instituto Oncoclínicas e a Sociedade Brasileira de Mastologia lançam uma campanha de conscientização protagonizada pela modelo e atriz Luiza Brunet. Com o título "Seja a melhor pessoa para você", a ação pretende transmitir às mulheres uma mensagem de alerta sobre os cuidados com a saúde, em especial para que não deixem de realizar a mamografia todos os anos a partir da idade recomendada.

"Pare! Você não precisa ser a profissional do ano, nem a mais culta, a mais viajada. Mas, como toda mulher, o que você precisa fazer é a mamografia. O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre nós. Depois dos 40, procure um especialista e faça mamografia todos os anos", alerta a atriz na peça.

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