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Laboratório desenvolve testes de PCR para detectar varíola dos macacos

Xavier Caivinagua/Agencia Press South/Getty Images
Imagem: Xavier Caivinagua/Agencia Press South/Getty Images

25/05/2022 14h45

A farmacêutica suíça Roche anunciou, nesta quarta-feira (25), que desenvolveu testes de PCR para detectar o vírus da varíola dos macacos, depois que vários casos surgiram em partes do mundo onde a doença não é comum.

Os testes foram desenvolvidos "em resposta aos casos de infecção pelo vírus da varíola do macaco que recentemente levantaram preocupações", anunciou o laboratório em comunicado à imprensa.

O surto recente, com mais de 250 casos registrados em 16 países até 22 de maio segundo a Organização Mundial da Saúde, são atípicos, pois ocorrem em países onde a varíola do macaco, doença caracterizada por lesões cutâneas, não é endêmica.

Os testes desenvolvidos não se destinam ao público em geral, mas estarão disponíveis para fins de pesquisa na maioria dos países do mundo.

Como funciona

Um primeiro kit detecta ortopoxvírus, incluindo o vírus da varíola do macaco, um segundo detecta especificamente o vírus da varíola do macaco, enquanto o terceiro torna possível detectar ortopoxvírus especificando se um vírus da varíola do macaco está presente ou não.

Segundo a OMS, a doença deve ser detectada com um teste de PCR porque os testes antigênicos não são capazes de determinar se é o vírus da varíola símia ou outros vírus da mesma família. As melhores amostras para diagnóstico são provenientes de lesões, swabs de exsudatos (líquido produzido pela ferida) ou crostas de lesões.

Entenda a doença

A doença é - segundo a OMS - uma zoonose viral rara (vírus transmitido aos humanos por animais), cujos sintomas são menos graves do que os observados no passado em indivíduos com varíola.

Com a erradicação da varíola em 1980 e a posterior descontinuação da vacinação, esse ortopoxvírus emergiu como o vírus mais importante do gênero.

A doença foi detectada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo. Em 2003, casos foram confirmados nos Estados Unidos, marcando o primeiro aparecimento desta doença fora da África. A maioria esteve em contato com cães domésticos, infectados por roedores africanos importados.

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