PUBLICIDADE

Topo

VivaBem

Países ricos se unem a mecanismo de acesso mundial à vacina contra covid-19

Lista, que não conta com EUA e China, foi apresentada hoje pela OMS - SIPHIWE SIBEKO
Lista, que não conta com EUA e China, foi apresentada hoje pela OMS Imagem: SIPHIWE SIBEKO

Da AFP, em Genebra (Suíça)

21/09/2020 16h53

Mais de 60 países ricos, exceto China e Estados Unidos, aderiram ao dispositivo da OMS para facilitar o acesso dos países pobres à vacina contra o coronavírus, de acordo com a lista publicada hoje.

Com muitos países sem recursos para desenvolver suas próprias vacinas, a Organização Mundial da Saúde anunciou há algumas semanas o lançamento de um dispositivo para acesso global à vacina contra covid-19, conhecido como Covax (Covid-19 Vaccine Global Acces).

Posteriormente, a OMS solicitou aos países que podem se autofinanciar que assumam compromissos firmes aderindo a esse mecanismo antes de 18 de setembro e façam os pagamentos iniciais até 9 de outubro.

Mais de 90 países ou entidades de baixa e média renda aderirão ao esquema, bem como 64 países de alta renda, informou a OMS em um comunicado.

Estes incluem os compromissos da Comissão Europeia, em nome dos 27 países membros da UE, mais a Noruega e a Islândia.

Os Estados Unidos, que confirmaram oficialmente sua retirada da OMS no início de julho, não estão na lista, nem a China, onde os primeiros casos de coronavírus foram detectados no final de dezembro de 2019.

"Nossa meta é ter 2 bilhões de doses de vacina disponíveis até o final de 2021. Somos encorajados a ver um grande número de países se comprometendo com o mecanismo Covax", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, à mídia.

A OMS e seus parceiros começarão agora a assinar acordos formais com os fabricantes de vacinas para obter as doses necessárias "para encerrar a fase aguda da pandemia até o final de 2021", disse a OMS.

O mecanismo Covax faz parte do dispositivo internacional criado pela ONU para acelerar o acesso igualitário às ferramentas de combate à covid-19.

A ONU, por outro lado, recebeu apenas 3.000 milhões de dólares dos 38.000 milhões solicitados.

VivaBem