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Vai viajar? Veja alguns itens para levar em seu kit de primeiros socorros

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Imagem: Getty Images

Vivian Ortiz

Do VivaBem, em São Paulo

29/12/2018 04h00

Fazer as malas sempre é uma delícia, especialmente se a viagem em questão for de férias. Além de roupas, sapatos e itens de higiene, muitas pessoas se preocupam com a questão dos remédios. "Afinal, e se eu passar mal, ou sofrer qualquer tipo de acidente ou indisposição, como faço?"

Listamos abaixo alguns medicamentos que podem ajudar quando o médico ou a farmácia mais próxima estão longe. No entanto, sempre tenha cuidado com a automedicação. O ideal é consultar-se com um especialista antes de tomar qualquer remédio.

  • Analgésico

    Bateu aquela dorzinha de cabeça após passar algumas horas na praia? Ter um medicamento do tipo na mala pode ser a solução, pois ele bloqueia nossos receptores sensoriais, evitando que o cérebro receba o aviso de que há um foco de dor. Atenção: se o efeito do analgésico passar e sua cabeça continuar doendo tanto quanto antes, vale visitar o hospital para investigar o motivo.

  • Antialérgico

    Começou a espirrar e coçar o nariz assim que entrou na casa alugada para passar as férias? Um anti-histamínico pode ajudar. Esses medicamentos bloqueiam a ação das histaminas, substâncias responsáveis por todos os sintomas de reação alérgica. Só é bom saber que um dos efeitos colaterais do remédio é a sonolência. Antes da viagem, vale pedir que seu médico indique um antialérgicos do tipo não-sedante.

  • Relaxante muscular

    Não teve jeito e foi preciso fazer uma limpeza no local em que todos vão se hospedar. Agora, você está com as costas insuportavelmente doloridas? Talvez seja bom lançar mão de um medicamento do tipo. Mas, fique atento: o remédio apenas inibe os receptores de dor no sistema nervoso central, não cura a inflamação muscular. Portanto, evite sobrecarregar a região dolorida, pois isso pode gerar (ou agravar) uma lesão.Se o efeito do medicamento passar e ainda estiver "difícil viver", corra até o médico!

  • Remédio para dor de estômago

    Esse tipo de medicamento nem sempre é necessário, a não ser que a pessoa já sofra com problemas do tipo antes mesmo de viajar. No entanto, um antiácido pode ser útil no caso de alguma indisposição estomacal. Como têm na fórmula sais básicos, os remédios ajudam a manter o equilíbrio do pH do órgão e dão aquela sensação de alívio.

  • Antigases

    É especialmente útil para pessoas que "travam" o intestino quando passam alguns longe do banheiro habitual. O medicamento atua no estômago e intestino, rompendo as bolhas que retêm os gases, o que facilita a sua libertação. Com isso, diminuem a dor provocada pelos gases. Mas tenha cuidado: o uso inadequado pode, em alguns casos, levar à constipação temporária.

  • Remédio contra náuseas

    Têm como função diminuir o enjoo e controlar a intensidade e frequência do vômito. Geralmente, atuam no centro do vômito localizado no cérebro, controlando o esvaziamento gástrico. Se você é do tipo que enjoa ao andar de navio, por exemplo, deve tomar antes de embarcar. No caso de já estar sofrendo com vômitos, procure beber muitos líquidos, como chá, água ou água de coco, para manter a boa hidratação corporal.

  • Mais itens que ajudam

    Caso aconteça algum pequeno acidente e alguém se corte, por exemplo, um caixa de curativos pode dar conta. Produtos com efeito bactericida, como a clorexidina, também são úteis nesses casos. Repelentes de insetos têm importante função em regiões quentes e com muita vegetação. E não se esqueça do filtro solar, que ajuda a evitar as terríveis queimaduras de sol. Preparada a mala? Agora é só se divertir!

    Fontes: Andrea Marçal Szpak, otorrinolaringologista do Hospital IPO (Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia); Max Igor Lopes, especialista em Medicina do Viajante e infectologista do Hospital Santa Catarina, em São Paulo (SP); Alexandre Colombini, otorrinolaringologista da Clínica Fares, em São Paulo (SP); Juliana Garcia Dias, clínica geral e endocrinologista do Hospital Estadual Carlos Chagas (RJ) e do Centro de Terapia semi-intensiva do Hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro (RJ); Rosangela Borges Castejon, sócia-diretora da Rede Compre Certo de farmácias e Thais Vieira, clínica geral do Hospital São Lucas, em Aracaju (SE).

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