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Este conteúdo é uma produção do UOL Content_Lab para Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e não faz parte do conteúdo jornalístico do UOL. Publicado em setembro de 2021

Movimento Vacinação

Saiba como a nova campanha da Sociedade Brasileira de Infectologia afeta sua vida - a ponto de talvez salvá-la

oferecido por Selo Publieditorial

Conduzido pela colunista de UOL VivaBem, Lúcia Helena de Oliveira, e com participação dos médicos infectologistas Alberto Chebabo, Rosana Ritchmann, Antônio Carlos Bandeira e Raquel Stucchi, o bate papo que discutiu o preocupante contexto da cobertura vacinal no Brasil e os riscos que ele suscita nas nossas vidas foi uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), e marca o lançamento do Movimento Vacinação - uma campanha para prevenir doenças e salvar vidas, que tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância de manter a carteira de vacinação atualizada em todas as fases da vida.

Queremos nos comunicar com a população como um todo, mas respeitando as nuances da linguagem que fala com clareza a cada nicho - adolescentes, adultos, idosos, gestantes, imunodeprimidos. Para isso, mobilizamos categorias médicas, entidades de pacientes e influencers (que apadrinham a ação).

Rosana Richtmann, infectologista e diretora do Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Informação na dose certa

Desde o início do século XX, as vacinas salvam vidas, exercendo papel revolucionário na proteção da saúde da humanidade. O Brasil que o diga: graças ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), instituído há 48 anos pelo Ministério da Saúde, durante muitos anos fomos referência mundial no eficiente controle e/ou erradicação de várias doenças imunopreveníveis, como poliomielite, difteria, rubéola, tétano entre outras.

De 2015 para cá, entretanto, a cobertura vacinal do nosso país apresenta quedas significativas (veja quadro).

"Como resultado disso, doenças antes eliminadas estão ressurgindo", alerta Alberto Chebabo, infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Em 2019, por exemplo, o registro de assustadores 20.901 casos de sarampo fizeram com que perdêssemos o certificado de erradicação da doença, recebido da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2016 (1,2).

Esse cenário tem se estabelecido devido a múltiplos fatores. Importante ressaltar: eles são externos à pandemia da Covid-19, que intensificou, sim, a tendência de queda, mas está longe de ser o fator determinante dela.

Afinal, os verdadeiros vilões da história são:

  • A descontinuidade

    "As vacinas são vítimas do próprio sucesso. Ao controlarem doenças, as pessoas pensam que não precisam mais se proteger e abrem mão da imunização, sem se dar conta que ela precisa acontecer de forma contínua", explica Antônio Carlos Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor da UNI-FTC, Salvador (BA).

  • A inacessibilidade

    Para vacinar os filhos e/ou serem vacinados, as pessoas têm de faltar ao trabalho, pois os postos funcionam em horário comercial. Considerando que no primeiro ano de vida há doses praticamente todos os meses, isso constitui sério empecilho à manutenção da carteira de vacinação em dia.

  • A indisponibilidade

    Nosso calendário público de vacinação é um dos mais amplos existentes. É necessária, portanto, uma quantidade gigante de vacinas para atender a demanda e nem todas estão imediatamente disponíveis quando a pessoa vai se imunizar - o que significa remarcar e perder mais um dia de trabalho.

  • A desinformação

    "Sem dúvida, a principal causa da queda da cobertura vacinal. As pessoas (incluindo aí vários profissionais de saúde...) desconhecem os calendários vacinais para adolescentes, gestantes, adultos, idosos e imunodeprimidos. Some-se a isso o desserviço prestado pelas fake news e eis o resultado desastroso que estamos vendo", analisa Rosana Richtmann, infectologista e diretora do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Fundamental, portanto, buscar conhecimento a partir de fontes confiáveis, como as Sociedades Brasileiras de Infectologia, de Imunizações e de Pediatria. "A informação de qualidade permitirá à pessoa saber, por exemplo, que as vacinas protegem de várias doenças com grande potencial oncológico, como hepatite B (relacionada ao câncer de fígado) e HPV (relacionada aos cânceres de colo de útero e retal)", salienta Raquel Stucchi, infectologista, professora da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia.

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