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Parecidas...mas diferentes!

Apesar de terem uma ou outra semelhança, dermatite atópica, psoríase e urticária pedem tratamentos distintos

oferecido por Selo Publieditorial

Sendo o maior e mais exposto órgão do corpo humano, a pele é um alvo fácil - tanto para agressores externos (vírus, fungos, elementos alergênicos/irritantes) quanto para o próprio organismo (doenças autoimunes). Resulta disso uma extensa lista de possíveis problemas dermatológicos, dentre os quais três são relativamente comuns: dermatite atópica, psoríase e urticária. Devido a algumas características semelhantes, elas são muitas vezes confundidas entre si. "Porém, cada uma possui particularidades que exigem diagnóstico criterioso e tratamentos distintos, específicos", alerta Mayra Ianhez, dermatologista mestre e doutora pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina) e professora da Universidade Federal de Goiás.

As doenças de pele representam hoje a quarta maior causa de incapacitação no planeta.

Fonte: Investigação liderada pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, que revisou registros hospitalares e mais de 4 mil pesquisas publicadas entre 1980 e 2013 ao redor do mundo.

É um tipo de dermatose geneticamente determinada, que leva a barreira da pele de 10% a 15% da população mundial a trabalhar de forma disfuncional.(1) "Como se fosse um muro sem cimento, com os tijolos mal colocados, permitindo a saída excessiva de água e a entrada de componentes que podem desencadear ou agravar crises", explica a dra. Mayra.

É um tipo de dermatose geneticamente determinada, que leva as células de defesa do organismo a gerarem uma inflamação na pele; pode ter consequências sistêmicas.

É uma reação na pele que pode ser de fundo alérgico, mas que também pode resultar de doenças autoimunes, nas quais o sistema imunológico "estranha" os próprios tecidos do corpo e passa a atacá-los. Segundo a dra. Mayra, cerca de 50% das urticárias que não têm uma causa reconhecida são autoimunes.

Fatores genéticos, imunológicos e ambientais.

Fatores genéticos, imunológicos e ambientais.

Contato com certas substâncias presentes no ambiente (em alimentos, medicamentos, insetos, plantas etc) e com determinados estímulos físicos (calor, frio, sol, água, pressão).

Dermatite Atópica

- 60% dos casos ocorrem no primeiro ano de vida (2)

Em geral, com menos de 4 meses de vida (3). Mas pode aparecer em qualquer idade.

- A fase inicial (aguda) da lesão dura de um a dois meses

Nela, surgem áreas vermelhas, com crostas e, às vezes, bolhas. Há coceira intensa (principal problema da doença). A pessoa tende a coçar e esfregar, desencadeando a fase crônica (tardia), quando as lesões se tornam secas e endurecidas.

- Em bebês, as erupções cutâneas no rosto se espalham pelo corpo, podendo ir para o pescoço, couro cabeludo, mãos, braços, pés e pernas e afetar grandes superfícies do corpo. (3)

Já nas crianças mais crescidas e adultos, as lesões costumam aparecer recorrentemente em uma única região do corpo, sobretudo nas áreas flexoras (dobra de braços e pernas). (3)

- As lesões ocorrem de forma cíclica, podendo ter intervalo de meses e até anos entre as crises (4).

O problema pode se prolongar até a vida adulta, mas há uma grande tendência de melhora gradual, conforme o passar da idade (2). "Cerca de 60% dos pacientes têm remissão prolongada na vida adulta", enfatiza a dra. Mayra.

Cerca de 60% dos pacientes têm remissão prolongada na vida adulta.

Mayra Ianhez, dermatologista mestre e doutora pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina) e professora da Universidade Federal de Goiás.

Psoríase

- O pico de incidência ocorre aos 40 anos

Embora se manifeste em qualquer faixa etária.

- Lesões vermelhas cobertas por escamas secas brancas ou prateadas, pequenas manchas brancas ou escuras residuais pós-lesões

A pele fica ressecada, rachada e pode sangrar; a pessoa sente coceira, queimação e dor.

- As placas costumam aparecer em áreas extensoras, ou seja, pernas, costas, couro cabeludo

Porém, há vários tipos de psoríases, com casos que afetam as unhas (ficam grossas, sulcadas, descoladas), couro cabeludo e até os genitais. Há situações, ainda, em que a doença ataca as articulações (artrite psoriásica), causando dor, edema e rigidez.

- Crises cíclicas

Desaparecem e reaparecem periodicamente.

Urticária

- Mais comum em adultos jovens (entre 20 e 40 anos)

Mas pode ocorrer em qualquer idade. Ao longo da vida, uma em cada cinco pessoas terá pelo menos um episódio de urticária (5) (7).

- Os vergões podem permanecer durante várias horas e logo desaparecer

A pele fica com aspecto absolutamente normal, surgindo logo depois em qualquer outro lugar. A crise toda demora semanas para ir embora, com focos desaparecendo e retornando. A urticária crônica pode durar meses ou anos e depois sumir sem nenhuma razão aparente. A urticária é classificada como aguda (< 6 semanas) ou crônica (> 6 semanas); os casos agudos (70%) são mais comuns que os crônicos (30%) (6).

- Em alguns casos, pode ocorrer inchaço rápido, intenso e localizado

Que atinge normalmente pálpebras, lábios, língua e garganta. É o chamado angiodema, que pode durar mais de 24 horas e, algumas vezes, dificulta a respiração, constituindo risco de vida. É grave e requer atendimento de emergência.

- O sintoma mais comum é a intensa coceira

Mas também pode haver ardor e queimação.

Placas avermelhadas, em relevo, sem descamação, que desaparecem em menos de 24 horas

Mayra Ianhez

Asma, rinite e alergia alimentar no início da vida.

Pressão alta, diabetes tipo 2, obesidade, doença renal, doença cardiovascular, Mal de Parkinson, síndrome metabólica, doenças autoimunes (como doença celíaca, esclerose e síndrome de Chron).

Algumas doenças reumáticas, doenças autoimunes (tireoide autoimune, lúpus eritematoso sistêmico...), câncer.

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Avaliação clínica do dermatologista/imunologista ou pediatra.

Avaliação clínica do dermatologista e, dependendo do caso, biópsia da pele (para identificar o tipo).

Avaliação clínica do dermatologista e alguns exames laboratoriais (especialmente para os casos crônicos) são solicitados para tentar identificar a causa da urticária ou encontrar doenças associadas. Em casos de difícil controle, a biópsia pode ser feita para tentar identificar a causa e diferenciar de outras doenças de pele.

Visa o controle da coceira, a redução da inflamação da pele e a prevenção das recorrências. A maioria dos casos é tratada com corticoides tópicos, aplicados diretamente sobre a pele. A fototerapia (tratamento com raios ultravioleta) é direcionada a casos especiais, de difícil controle. Nos quadros mais graves, indica-se imunossupressores sistêmicos e terapia biológica. Outros tipos de tratamentos sistêmicos inovadores estão em desenvolvimento. Fundamental ajudar a barreira da pele a se reestruturar com intensa hidratação diária da pele (banhos mornos e curtos, sem uso de esponja e com aplicação imediata de hidratante).

"O paciente passa por um fluxograma de tratamento, que evolui de acordo com o grau da doença e o nível do comprometimento da qualidade de vida", explica dra. Mayra. Casos leves são tratados com pomadas e hidratantes à base de corticoide e análogos da vitamina D. Para casos mais graves pode ser indicada fototerapia, imunossupressores sistêmicos e terapia biológica.

Uso regular de anti-histamínicos orais (aliviam parcialmente a coceira e reduzem o inchaço). Importante: cremes e loções anti-histamínicos não são usados, pois podem sensibilizar a pele. Em casos graves, pode-se recorrer a corticosteroides (via oral e por curto prazo), terapia biológica e imunossupressores sistêmicos. Importante: cremes com corticosteroides não ajudam. Pessoas com reações graves devem ter sempre uma caneta de epinefrina para autoaplicação em caso de alguma reação intensa (angiodema).

Afirmações (e erros) mais comuns sobre as três doenças

  • São contagiosas

    É MITO que dermatite atópica, psoríase e urticária são doenças contagiosas. (8)(9)

  • Dermatite atópica pode ter remissão prolongada

    É VERDADE que a dermatite atópica pode ter remissão prolongada (melhorar por um tempo longo) em até 60% dos casos em crianças. (8)(9)

  • Psoríase não tem cura, mas pode ser controlada

    É VERDADE que a psoríase não tem cura, mas pode ser controlada. (8)(9)

  • A urticária crônica pode durar meses ou anos

    É VERDADE que a urticária crônica pode durar meses a anos, mas evoluir com remissão prolongada - ou seja, ficar controlada por longo tempo. (8)(9)

  • Viram um câncer

    É MITO que dermatite atópica, psoríase e urticária viram câncer. (8)(9)

  • Pacientes podem praticar esportes

    É VERDADE que pacientes com dermatite atópica, psoríase e urticária podem praticar esportes. (8)(9)

  • Urticária pode ser causada pelo nervosismo do dia a dia

    É MITO que a urticária pode ser causada pelo nervosismo do dia a dia. (8)(9)

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