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Larissa Cassiano

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Quais são os métodos contraceptivos não hormonais e como funcionam

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Larissa Cassiano

Larissa Cassiano é médica ginecologista e obstetra, especializada em gestação de alto risco pela USP (Universidade de São Paulo). Fez residência médica na Maternidade de Vila Nova Cachoeirinha (SP), uma das maiores do Brasil, referência em parto humanizado no SUS e em gestação de alto risco.

Colunista do UOL

29/12/2021 04h00

Para algumas pessoas contracepção está atrelada a métodos hormonais, mas a cada dia mais a busca por opções sem hormônios só aumenta.

Esses métodos são boas opções contraceptivas que possuem poucas contraindicações. A base de muito deles é o conhecimento corporal e do ciclo menstrual, justamente o conhecimento que muitas pessoas que suspendem o uso de contraceptivos hormonais desejam. Independentemente do método escolhido, é fundamental que ele não cause desconforto e traga segurança.

Antes de escolher um método contraceptivo, é relevante lembrar que todos possuem taxas de falha. O único método que protege contra IST (infecções sexualmente transmissíveis) é o preservativo e, independente do modelo escolhido, algum tipo de mudança ou adaptação será feito para que a proteção contra IST e ou contracepção ocorra.

Vamos saber e conhecer alguns métodos:

Esperar que todo mundo use camisinha em todas as relações sexuais é quase uma utopia, entendem especialistas - Getty Images - Getty Images
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Preservativo

Produzidos nas versões externa "masculina" e interna "feminina", podem ser utilizados tanto como métodos contraceptivos quanto como métodos para prevenção de IST. Como diferencial possuem a possibilidade de utilização em relações esporádicas sem necessidade de avaliação do ciclo, por exemplo.

Diafragma

É um dispositivo de látex ou silicone que possui formato de chapéu e recobre o colo do útero. Deve ser utilizado em associação com espermicida. Infelizmente, nos últimos anos, encontrar diagrama e espermicida tem sido muito difícil, por questões de importação.

Sabendo que a temperatura corporal aumenta entre 0,3 e 0,8°C na ovulação, através da medida e de avaliações é possível determinar um período para abstinência. Para esse método inclusive é possível comprar termômetros que são associados a aplicativos e aumentam a eficácia dos métodos. Para quem for iniciar o controle de temperatura, de preferência, a medida deve ser feita pela manhã sempre com o mesmo termômetro.

Muco cervical ou método de Billings

Observando a secreção vaginal durante o ciclo, é possível observar a mudança: geralmente o muco cervical costuma ficar transparente elástico no período da ovulação.

Palpação do colo do útero

Durante a ovulação algumas características se alteram: firmeza, posição e abertura. Conhecendo esses sinais é possível definir o período fértil.

febre, temperatura - iStock - iStock
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Método sintontérmico

Reúne a temperatura corporal com a avaliação do muco cervical. Associada a mudanças que podem ser observadas no período da ovulação, sendo elas mudança de humor, sensibi­lidade mamária, dor pélvica e mudança no colo do útero. Esse método também conta com aplicativos e programas para auxílio e aumento da eficácia

Tabelinha ou Ogino Knaus

Consiste na avaliação dos últimos 12 ciclos menstruais, observando o mais longo e o mais curto. Contas entre o ciclo mais curto e mais longo são feitas e, a partir delas, o período de abstinência é determinado.

Coito interrompido

É a retirada do pênis antes da ejaculação, porém mesmo feito corretamente vale lembrar que o conteúdo pré-ejaculatório pode conter espermatozoides.

DIU de cobre e prata

Podem ser inseridos no consultório, são eficazes e com duração de 3, 5 e 10 anos. Nas versões não hormonais do DIU, a contracepção ocorre por mudanças que o cobre causa sem influenciar nos hormônios.

Laqueadura e vasectomia

São métodos contraceptivos cirúrgicos de longa duração irreversíveis ou definitivos. Podem ser realizadas em pessoas com mais de 25 anos ou dois filhos vivos, sendo que no parto a laqueadura pode ser feita para quem em tem cesáreas consecutivas, ou alguma doença grave.

Gostou deste texto? Dúvidas, comentários, críticas e sugestões podem ser enviadas para dralarissacassiano@uol.com.br.