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Larissa Cassiano

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Reposição hormonal: quais os benefícios do tratamento e quem pode fazer

A terapia hormonal ajuda a minimizar sintomas comuns no climatério e menopausa, como fogachos, secura vaginal e humor depressivo - iStock
A terapia hormonal ajuda a minimizar sintomas comuns no climatério e menopausa, como fogachos, secura vaginal e humor depressivo Imagem: iStock
Larissa Cassiano

Larissa Cassiano é médica ginecologista e obstetra, especializada em gestação de alto risco pela USP (Universidade de São Paulo). Fez residência médica na Maternidade de Vila Nova Cachoeirinha (SP), uma das maiores do Brasil, referência em parto humanizado no SUS e em gestação de alto risco.

Colunista do VivaBem

02/03/2021 04h01

A menopausa é o marco de um ano após a última menstruação, mas antes de isso ocorrer a mulher já sente oscilações hormonais e transições que marcam o período do climatério até alguns anos após a menopausa ocorrer.

Ainda durante o climatério, a mulher pode apresentar alterações no corpo e também o aumento no risco de alguns problemas de saúde associados a mudanças no organismo que ocorrem nesse período da vida feminina. A terapia hormonal é capaz de minimizar esses problemas, tais como fogachos, aumento do suor, redução da libido e secura vaginal, cefaleia (dor de cabeça), insônia, mudanças de humor, queda de cabelo, desconfortos urinários, diminuição nos níveis de colágeno, além de diminuir o risco de doenças cardiovasculares (como infarto e AVC), depressão, osteoporose entre outras.

É importante ressaltar que a terapia é uma alternativa, mas é totalmente aceitável que uma pessoa opte por não realizá-la, assim como algumas pessoas podem realizar apenas um tratamento específico para um dos sintomas climatéricos.

Quando a reposição hormonal pode ser feita?

A reposição hormonal pode ser iniciada no período próximo à menopausa, entre os 50 e 59 anos de idade, aumentando a proteção cardiovascular de quem realiza o tratamento em até dez anos após a menopausa. Depois desse período ou acima de 60 anos o tratamento pode ser prejudicial. Mulheres que entraram precocemente na menopausa, sem contraindicações, podem ser tratadas até a idade média da menopausa esperada.

Para quem a reposição hormonal é contraindicada?

Mulheres com histórico de câncer de mama, câncer de endométrio, tromboembolismo agudo, infarto agudo do miocárdio, AVC (acidente vascular cerebral), doença do fígado aguda ou grave, porfiria, doença coronariana, hipertensão arterial sem controle, sangramento uterino sem causa conhecida, meningeoma e lúpus eritematoso sistêmico não devem fazer a terapia hormonal.

Quais são os riscos da reposição hormonal?

O risco de câncer de mama pode aumentar com a reposição hormonal, mas esse risco está intimamente ligado ao tipo de reposição, duração, forma de administração e características pessoais. Também há um baixo risco de a mulher ter trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

Ainda existem muitos medos e mitos sobre a reposição hormonal, ela não é isenta de riscos, mas feita de maneira correta, com indicações precisas os benefícios são muito significativos.

Referências:
SPRITZER, Poli Mara; WENDER, Maria Celeste Osório. Terapia hormonal na menopausa: quando não usar. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 51, n. 7, p. 1058-1063, Oct. 2007;
Terapêutica hormonal: benefícios, riscos e regimes terapêuticos, FEBRASGO, 2018.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL