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Katleen da Cruz Conceição

Bigode chinês: o que é, como se forma, tratamento e prevenção

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Imagem: iStock
Katleen da Cruz Conceição

Médica dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Rio de Janeiro e especialista pela UFF (Universidade Federal Fluminense), é chefe do Ambulatório de Dermatologia Para Pele Negra da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e do 1º Setor de Dermatologia Para Pele Negra do Grupo Paula Bellotti. Membro da Skin of Color Society e da Sociedade Brasileira de Laser, Katleen esteve à frente do Ambulatório de Dermatologia na Pele Negra e do Ambulatório de Acne e Peeling do Hospital Federal de Bonsucesso (RJ), onde adquiriu muita experiência com peeling e uso de lasers, principalmente na pele negra.

Colunista do UOL

05/10/2020 04h00

Hoje vamos falar sobre o temido "bigode chinês". Se você tem alguma dúvida, mande para mim no vivabemuol@uol.com.br.

O nome médico do bigode chinês é sulco nasogeniano. É essa linha que se forma do nariz ao canto da boca e é demarcada nos nossos rostos aos 30 anos, mas pode ainda aparecer, evidenciado, uma década mais cedo, por volta dos 20 anos.

O motivo da linha acentuada pode ser fator genético, mas o que mais contribui para o seu aparecimento são os fatores externos.

A exposição excessiva à luz azul (quem não passa o dia na frente de um computador e quando chega em casa assiste TV?), poluição, alimentação não equilibrada ou as dietas drásticas (o efeito sanfona, sabe?). O que acontece, especificamente nessa área, é uma ruga por conta de perda da gordura e do colágeno.

É possível suavizar essas rugas com a ajuda do ácido hialurônico. O procedimento é simples e proporciona excelentes resultados em apenas uma sessão. No entanto, nem sempre tratar somente o sulco resolve o problema!

Em alguns casos, é necessário sustentar a região malar para suavizar o bigode chinês. Assim, além de melhorá-lo, ainda prevenimos o envelhecimento causado pela perda de gordura das bochechas.

Além de utilizar o ultrassom micro-focado para melhora da flacidez facial.

É a partir dos 25 anos que a nossa produção natural de colágeno começa a diminuir —o estimado é de 1% a cada ano. Essa queda é ainda mais drástica nos primeiros anos da menopausa: as mulheres sofrem uma perda de quase 30% da produção. O que significa uma pele que perde hidratação, firmeza e elasticidade.

O ideal é acompanhar logo cedo com um dermatologista para orientação e utilização de cremes que ajudem a prevenir essa situação.

E vale lembrar que o bigode chinês não é exclusividade da mulher, o homem também tem. À medida que os homens envelhecem, sua pele perde parte de suas fibras colágenas e elásticas, se tornando mais fina, áspera, seca, com rugas e vincos.

As marcas de expressão, quando repetidas várias vezes, podem ficar fixadas na pele. E o tratamento é semelhante ao da mulher.