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Fernando Guerreiro

Dor crônica esportiva: veja causas do incômodo do treino que "nunca" passa

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Fernando Guerreiro

Fernando Guerreiro é formado em educação física e especializado em treinamento funcional. Atleta amador, já completou ultramaratonas e triatlos, e é também head coach da We Move Brasil, equipe de treino especializada em desenvolver um estilo de vida saudável e transformador.

Colunista do VivaBem

07/11/2020 04h00

Sabe aquela dorzinha leve que começou durante ou depois de um treino e agora se tornou algo insuportável na sua vida? Podemos chamar isso de dor crônica, um grande desafio para os praticantes de atividade física que contraem alguma lesão e não conseguem tratá-la.

Para alguns, o problema ocorre devido a questões genéticas ou de biomecânica, para outros é uma consequência da prática de esportes mais voltado para o alto rendimento. No entanto, para muitos, a dor ocorre pela falta de orientação no exercício, o que leva à exposição do corpo a uma carga de treino além do que ele está preparado.

Normalmente, a dor crônica é aquela que permanece por mais de três meses e mesmo depois de um tratamento de lesão ainda persiste em mais de um mês doendo, sem cura.

Nem sempre essas dores são respeitadas e tratadas e quem convive com incômodo intenso pode desenvolver perda de movimento, como uma doença debilitante, deficiências psicomotoras e depressão —isso porque para muitos superar a dor é sinônimo de perder ou ganhar, o que em caso de lesão nem sempre é possível, o que pode prejudicar o desempenho no treino e trazer frustrações e abalos psicológicos.

Fatores esportivos que aumentam risco de dores crônicas

  • Falta de planejamento adequado do volume e da intensidade de treino;
  • Exigir o máximo do corpo o tempo todo;
  • Executar exercícios com muito impacto ou repetições excessivas sem a recuperação adequada;
  • A idade, pelo tempo de exposição do corpo a determinadas atividades;
  • Uso de drogas e anabolizantes que potencializam o resultado sem o corpo estar pronto para isso; ou de substâncias que escondem a dor sem ter tratado a lesão, para conseguir se manter em atividade.

Algumas dificuldades de quem tem dor crônica

  • Respiração com dificuldade, provocando tonturas;
  • Cãibras musculares;
  • Rigidez no pescoço;
  • Febre;
  • Fraqueza muscular extrema;
  • Vermelhidão e inchaço em torno de um músculo dolorido, como sinal de inflamação.

Como cuidar da dor crônica?

Para cuidar desse quadro, existe um método muito usado chamado PRICE (que deve ser seguido com orientação de um profissional especializado):

  • P (protection) Proteja/imobilize a área lesionada;
  • R (rest) descanse e pause suas atividades esportivas;
  • I (ice) Coloque gelo na área dolorida (por 15 a 20 minutos), três vezes por dia (proteja a pele);
  • C (compression) Use uma bandagem de compressão para ajudara reduzir o inchaço;
  • E (elevation) Eleve a área afetada acima da linha do coração para ajudar a reduzir o inchaço.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL