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Fernanda Victor

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Fome ou vontade de comer? Saiba como a fome emocional pode afetar sua saúde

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Imagem: iStock

Colunista do UOL

23/06/2022 04h00

O ato de comer, além de ser uma necessidade, é também afeto, conforto e momentos compartilhados. Mas, às vezes, o impulso de comer pode estar ligado a problemas emocionais e atuar sabotando seus esforços de controle do peso corporal.

Já parou para pensar com que frequência você come suas emoções? Quantas vezes já descontou na comida os seus sentimentos? Saiba que é importante conhecer a sua fome e saber diferenciar quando ela é física ou emocional para recuperar o controle de seus hábitos alimentares.

Uma das formas de manter um peso saudável naturalmente é guiar-se pela fome, ou seja, comer quando realmente estiver com fome. Essa fome, conhecida como física ou fisiológica, nada mais é do que a necessidade real de se nutrir. Sendo assim, seu corpo te ajuda enviando alguns sinais de que precisa ser alimentado, como estômago roncando, desconforto ou queda de energia.

Por outro lado, a vontade de comer está relacionada a mecanismos de recompensa, prazer e busca de conforto através da comida. Nessa situação, observamos a fome emocional, onde suas emoções, sejam elas boas ou ruins, são capazes de determinar a vontade de comer.

No comer emocional, a alimentação pode ser prazerosa no momento, mas os sentimentos que despertaram o ato de se alimentar continuarão lá. Além do mais, essas calorias extras podem vir acompanhadas de sentimentos ruins, como culpa e arrependimento.

Geralmente, os desejos são mais intensos quando se está emocionalmente mais frágil e os gatilhos são inúmeros, podendo incluir problemas no trabalho, conflitos no relacionamento, cansaço, problemas de saúde, estresse, questões financeiras etc.

A grande questão é que a fome emocional não pode ser saciada com alimentos. Afinal, "se a fome não é o problema, o alimento não será a solução"! Mas ela pode ser um sinal de alerta que você não está lidando com seus sentimentos como deveria.

Entendam que tanto a fome física quanto a emocional fazem parte do que é ser humano. É natural termos vontade de comer alimentos específicos que nos garantam prazer e satisfação. Isso torna-se um problema quando ocorre de forma rotineira e desequilibrada, provocando ganho excessivo de peso, aumentando o risco de desenvolver transtornos alimentares e comprometendo a saúde.

Além disso, é comum a propensão por escolhas não tão saudáveis na alimentação emocional, como alimentos altamente palatáveis ricos em açúcares e/ou gorduras.

É possível reduzir o apetite de forma natural e saudável mantendo-se bem hidratado, tendo boas noites de sono e optando, sempre que possível, por uma alimentação rica em fibras, proteínas e boas fontes de gordura.

Procurar se conhecer, reconhecer os sinais do seu corpo e estabelecer uma relação mais saudável com a comida pode contribuir para canalizar melhor suas emoções. Buscar ajuda profissional pode ser necessária em alguns casos.

E você, tem fome de quê? Observe-se!