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Taise Spolti

Entenda a diferença entre o colágeno marinho e o bovino

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Taise Spolti

Taise Spolti é formada em educação física e, atualmente, estuda nutrição. Já foi fisiculturista profissional e hoje tem interesse em aliar sua rotina alimentar à gastronomia. Costuma dizer que não se satisfaz com pratos pequenos ou sabores comuns. Participou do programa ?Masterchef?, da Band, onde pode mostrar em rede nacional suas receitas.

Colunista do VivaBem

21/11/2021 04h00

Um dos suplementos mais procurados para beleza, saúde de pele, cabelos, unhas e envelhecimento, nos sites de busca ou em lojas especializadas, é o colágeno. A palavra é o símbolo que fica na frente quando o assunto é beleza, mas também é um dos mais questionados quanto sua eficácia, se realmente proporciona o que promete.

O colágeno é uma proteína específica, naturalmente encontrada no nosso organismo, que está presente na elasticidade e no tônus da pele, na formação e crescimento de unhas, nos pelos e cabelos, além das articulações, tecidos moles, músculos e cartilagens.

Também é 100% dependente da produção natural e ressíntese no nosso organismo. Ou seja, é necessário que estejamos em plena formação de colágeno através das nossas proteínas e substratos, além do estimulo certo e dos hábitos que levam a maior ou menor degradação do colágeno e elastina.

Alguns exemplos são o álcool, o excesso de açúcares da alimentação, a idade, o uso de substancias químicas, o cigarro —principalmente o tabaco—, o efeito sanfona e, principalmente, a desnutrição proteica (baixo consumo de proteínas na alimentação levando a degradação natural de proteínas do organismo para suprir suas necessidades).

Sabendo disso, e claramente por meio de todas outras matérias e profissionais falando sobre o assunto, é que a procura pela suplementação fica cada vez mais evidente e mais controversa. Afinal, temos profissionais que defendem e os que abominam.

Independentemente disso, o uso e a suplementação só serão efetivos quando há necessidade para tal. Além disso, grande parte das substâncias que utilizamos depende de receptores e de um bom ciclo de absorção.

O que eu quero dizer com isso? De nada adianta você investir em suplementos caros ou usar uma dosagem incorreta se não souber se o seu organismo irá absorver e, de fato, usar este suplemento para o fim que ele foi prescrito.

No caso do colágeno, existe a necessidade de diferenciar as opções que existem. Veja abaixo:

Tipos de fontes: colágenos animais e marinhos (peixes e algas).

Tipos de apresentação: colágeno hidrolisado, precursores de colágeno ou peptídeos de colágeno hidrolisado.

Tipos de colágenos: Tipo I, II, II e IV (estes são os principais, pois existem muitos mais).

Tipos de suplementos: em pó, cápsulas, shakes e até cremes, balas e sucos.

Em resumo para o entendimento rápido

O colágeno hidrolisado é a formulação de colágeno mais simples, ou seja, com menos processos de quebra, mas de forma hidrolisada onde a absorção é maior que se comêssemos um alimento a base de colágeno.

Já o peptídeo é uma formulação com partículas ainda menores e com adição (alguns) de enzimas que facilitam a absorção e vão direto ao local direcionado de necessidade —por isso, você encontra peptídeos de colágeno para pele, específicos para articulações, outros para unhas e cabelos.

Os precursores de colágeno são uma apresentação de bioativos que promovem a produção natural de colágeno pelo organismo, como o ácido hialurônico, ortosilícico e chá verde, por exemplo.

Por fim, quero mostrar o assunto da matéria, que é a diferença entre as fontes dos colágenos, sejam eles em apresentações ou tipos diferentes, pois provém de fontes animais ou marinhas.

Colágeno animal (ou bovino)

É o mais tradicional que é amplamente usado pela industria para elaboração do colágeno hidrolisado ou peptídeos de colágeno, e é extraído pela pele, cartilagens e tendões de aves, ou de bovinos e suínos.

Com a atual visão e ativismo instalado na produção rural, as cabeças de gado e de como a prática está se tornando insustentável no Brasil, a busca por outras fontes pelas indústrias de manipulação e suplementação alimentar vêm crescendo.

A ideia é suprir a necessidade de produção visando maneiras mais sustentáveis e saudáveis, tanto para o meio ambiente como também para a saúde dos indivíduos. Digo isso porque cresce exponencialmente o número de pessoas que deixam de consumir qualquer produto de origem bovina, de aves e de porcos.

Independentemente deste ponto de vista, o objetivo é mostrar as principais diferenças e, agora que você já conhece o colágeno animal, apresento as principais características do marinho.

Colágeno marinho

Ele é extraído principalmente de peixes, da pele e das escamas que seriam descartadas. Algumas empresas já apostam em tecnologias maiores e que usam a extração de outras fontes marinhas, como da barbatana de arraias especificas.

É sustentável? Algumas das principais organizações regulamentadoras de produção de produtos a base da pesca no mundo estão por trás das normas estabelecidas para a produção destes colágenos, como a MSC (Marine Stewardship Council) e MCA (Marine Conservation Alliance).

Isso assegura que a extração dos ativos seja de práticas pesqueiras confiáveis e regulamentadas para promover a conservação, sustentabilidade e rastreabilidade em cadeias produtoras (de onde são fornecidos).

Colágeno marinho é mais potente do que o animal?

O que muda é a apresentação do colágeno, independentemente de ser colágeno bovino ou marinho, a melhor forma de suplementar é na forma de peptídeos hidrolisados, ou seja, com maior biodisponibilidade, maior absorção e direcionamento da molécula para o local de ação por necessidade.

Quando são apresentados com Vitamina C, silício e outros precursores de colágeno —como mencionei anteriormente—, a ação do colágeno marinho é tão ou mais eficiente que o bovino.

Algumas marcas já comprovaram resultados em doses mais elevadas após o terceiro dia de uso, quando comparado a tonicidade e 'viço' (hidratação e aparência).

Para articulações e tecidos moles, a utilização em maior evidência e indicação ainda é o colágeno tipo II de fonte bovina ou animal, aliado a práticas que estimulam a saúde articular, como exercícios de força, alongamentos e boa alimentação.

Importante lembrar que ambos são fontes proteicas e, caso a sua alimentação esteja equilibrada na quantidade de macro e micronutrientes, como as vitaminas e compostos bioativos precursores naturalmente de colágeno, a suplementação poderá ser reavaliada pelo indivíduo, e nem sempre será necessária.

Por isso, converse com seu nutricionista ou médico para avaliar a melhor forma de uso, as quantidades diárias e qual a necessidade de uso.