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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Três coisas que você tem que parar de fazer com sua pele depois dos 45 anos

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Imagem: iStock
Silvia Ruiz

Silvia Ruiz é jornalista e trabalha com comunicação digital e PR. Durante mais de 15 anos atuou na cobertura de saúde, bem-estar e estilo de vida. É apaixonada por alimentação natural, meditação e práticas holísticas. Mãe do Tom, do Gabriel e da Myra, tem bem mais de 40 anos e está tentando aprender a viver bem na própria pele em qualquer idade.

Colunista do VivaBem

12/03/2021 04h00

Atire a primeira pedra quem tem mais de 45 anos e nunca usou coisas como Coca-Cola, Óleo Johnson's puro ou com sementes de urucum dentro entre outras receitas caseiras malucas para se bronzear no verão nos anos 80 (e terminou com aquela bela queimadura nos ombros e bolha no nariz).

Há alguns dias fiz uma live no meu perfil no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) com a dermatologista Mariana Muniz e falamos sobre como a nossa geração causou danos à pele numa época em que a gente ainda não tinha conhecimento suficiente sobre o impacto da radiação solar.

A má notícia é que os efeitos do sol sobre a nossa pele são acumulativos. Ou seja, a exposição ao sol e à poluição ao longo da vida se refletem na pele de hoje e são os maiores impactos no envelhecimento cutâneo. A boa notícia é que a gente pode tomar algumas medidas para cuidar melhor dela agora que estamos maduros, levando em conta as mudanças que o maior órgão do corpo traz com o passar dos anos.

Eu costumo dizer que não me incomodo muito com as rugas dos meus 50 anos, mas, como uma pele desvitalizada, sim. Nada como estar com a pele bem cuidada, hidratada e radiante para a gente se olhar no espelho e se sentir bem, né? E para isso não é necessário gastar grandes fortunas em tratamentos e cremes, mas, segundo Mariana, precisamos criar alguns hábitos e desapegar do que a gente fazia com a pele na adolescência

Lavar o rosto com sabonete comum

"A gente tem que ser gentil com a pele madura", diz Mariana. Isso significa que aquele sabonete comum de lavar as mãos ou, pior, os especiais para pele oleosa que a gente acostumou a usar na juventude, não são mais a melhor opção quando envelhecemos. Ainda mais para quem está chegando perto da menopausa, quando a pele fica mais ressecada. "O ideal é procurar um sabonete suave, próprio para a pele do rosto, e nada de ficar esfregando muito na hora de lavar", recomenda a dermato. "A barreira de proteção da pele, ainda mais na menopausa, diminuiu muito." Os sabonetes para pele oleosa também eliminam essa barreira natural de proteção da pele e não são indicados. Portanto, lavar o rosto tem que virar um ato cuidadoso.

Não hidratar a pele todos os dias

Muita gente acha que hidratação é algo apenas para pessoas com a pele seca ou "repuxando', não para peles mistas ou oleosas. Mas hidratar a pele é como hidratar o corpo. Nosso corpo precisa de hidratação para estar no seu melhor, assim como a pele, independente do tipo.

Hidratantes são substâncias que absorvem água e a preservam na pele. Existem muitos ingredientes que têm essa capacidade. O que procurar nos rótulos: ácido hialurônico, pantenol, glicerina são alguns deles. Mas qual escolher? Serum, creme, loção? "Você precisa entender de acordo com a sua pele se o melhor é um produto mais leve ou mais pesado. Se a pele é mais seca, opte por um creme mais denso, mais pesado", diz a médica. Peles mistas ou mais oleosas podem se dar melhor com os seruns.

Sair (ou ficar em casa) sem protetor solar

Sabe aquela ideia de que a gente só precisa de protetor solar quando vai sair à rua ou quando tem sol? Está errada! Protetor solar é o maior amigo da pele, fundamental para nos proteger de ainda mais danos do que já causamos no passado. "Recomendo para meus pacientes deixar o protetor ao lado da escova de dentes para não esquecer de aplicar logo cedo", diz Mariana. Mesmo para quem está em casa na pandemia em home office? "Se você está dentro de uma sala e que tem claridade, está entrando radiação na sua sala. O UVA que é raio que envelhece, está ali atravessa o vidro. Precisa passar protetor mesmo em casa." Outra coisa importante: o filtro é a última coisa que você deve aplicar na pele. Se for usar hidratante ou qualquer outro produto, deve vir antes do filtro solar.

Depois de seguir esses três cuidados básicos para a pele madura, se quiser dar um passo a mais, pode considerar usar algum tipo de tratamento. Mas, neste caso, o ideal é procurar um dermatologista que vai avaliar seu caso e recomendar algo personalizado.

Há dois tipos de tratamento básicos para pele madura: os antioxidantes (ajudar o a pele a combater a oxidação, que é justamente o mais detona a nossa pele) e os produtores de colágeno e renovadores celulares.

Antioxidantes: os que tem maior poder nesse sentido são a Vitamina C a Vitamina e o Resveratrol. Normalmente são ingredientes usados durante o dia juntamente com o hidratante.

Produtores de colágeno e renovadores celulares: aqui entram os ácidos. Dois dos mais conhecidos são o ácido glicólico e ácido retinóico e seus derivados. "O glicólico separa um pouco as células e é menos irritativo do que o retinóico e menos sensível à luz. A molécula que mais ajuda a promover colágeno é o acido retinóico, que é o velho, 'bom e barato'. Entre comprar um creme milionário e um ácido retinóico de R$ 50, com certeza o de R$ 50 vai fazer mais efeitos na pele", diz Mariana. Importante lembrar que grávidas não podem usar essa substância. Outra coisa importante: o Retinol, comum em cosméticos, não tem a mesma potencia que o ácido retinóico, em geral vendido com prescrição médica. Portanto, vale consultar sempre um dermatologista.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL