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Adriana Miranda


Adriana Miranda

Após errar com dietas da moda, aprendi o que é melhor para definir o corpo

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Adriana Miranda

Aos 62 anos, ela é palestrante e entusiasta da vida saudável e das atividades físicas. Procuradora aposentada do estado de São Paulo, está sempre em busca de segredos para ter mais disciplina, foco e determinação, para manter a saúde física e um estilo de vida leve e positivo.

Colunista do VivaBem*

28/08/2019 04h00

Durante grande parte da minha juventude e mesmo durante algum tempo da minha vida adulta, cometi muitos erros em relação à alimentação.

Posso dizer que experimentei diversas dietas da moda, todas super-restritivas. A dieta da lua, da maçã, dieta líquida, dieta só de proteínas e muitas outras. Não vou negar que muitas vezes emagreci no início. Mas, só no início! Invariavelmente, depois de um tempo recuperava o peso e até ganhava uns quilinhos a mais.

O problema é que tinha pressa. Não tinha paciência para esperar resultados em longo prazo. Queria emagrecer rapidamente. Mas, com o tempo aprendi que essas dietas muito restritivas não funcionam. O que realmente dá resultado é a famosa "reeducação alimentar".

Fui aprendendo a me alimentar corretamente, de forma equilibrada e saudável, sem retirar nenhum nutriente do meu cardápio. Desse modo, os resultados não são rápidos, mas, por outro lado, são duradouros. Contei com a ajuda e orientação de nutricionistas. O que faz toda a diferença.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Atualmente, mantenho uma alimentação saudável e ao mesmo tempo prazerosa. Gosto muito do que como. A minha dieta não é nenhum sacrifício. Sinto prazer no que como. E consigo manter meu peso, com poucas oscilações.

Hoje, tenho certeza que a chance de uma dieta restritiva ter resultado positivo na saúde e na vida em longo prazo é zero!

Quando mudei minha alimentação, a nutricionista me explicou que restringir ao extremo o cardápio é o primeiro grande passo para o fracasso no projeto de emagrecimento. Gera-se um verdadeiro círculo vicioso que pode acabar comprometendo a saúde física e mental. Cair nessa armadilha é como remar contra a maré: você tenta, tenta e não sai do lugar. Ou pior, ainda pode ser levado para trás.

Dietas restritivas, no princípio podem ter efeito na diminuição dos números da balança, mas, muitas vezes, ao preço de perder massa magra e água (e a saúde)! A experiência me mostrou que somos responsáveis pelo nosso corpo e pela nossa saúde, e que não adianta apenas culpar a genética por tudo.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Bom, a mensagem que quero deixar hoje é que o conhecimento é uma ferramenta muito importante para que possamos fazer escolhas mais acertadas e uso meu exemplo para isso. Repito, um dos piores erros que cometi para perder peso foi fazer dietas radicais! Cortar todos os carboidratos, comer só proteínas... É difícil manter isso em longo prazo. Eu não consegui, por mais força de vontade que tinha. Vira um sacrifício manter-se firme na dieta por muito tempo sem ter prazer à mesa.

É possível até perder muitos quilos no início --como falei, eu consegui --, mas depois de um tempo voltamos à rotina e engordamos. Aprendi que a sensação de privação está entre os piores sabotadores da dieta e impede o sucesso em médio e longo prazo.

Para que haja sucesso e os objetivos sejam alcançados é preciso ter foco! Disciplina é a chave do sucesso para qualquer objetivo. E em uma reeducação alimentar envolvemos mudanças de hábitos, seja para incluir, seja para excluir alguma coisa. Cometer deslizes é comum, mas não podemos desistir no meio do caminho por "termos caído em tentação".

Cuidado para não cair nessas armadilhas. Foco no resultado, motivação e disciplina são fundamentais! Vamos lá!

*Adriana Miranda (@adrianammiranda) é palestrante e, aos 63 anos, entusiasta da vida saudável e das atividades físicas. Está sempre em busca de segredos para ter mais disciplina, foco e determinação, para manter a saúde física e um estilo de vida leve e positivo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL