O CARIBE ALÉM DO ESPERADO
Ir a Barbados dispensa justificativas. É o destino caribenho mais próximo do Brasil: são apenas 6 horas de voo pela Gol, que desde junho de 2010 leva os brasileiros para lá sem escalas. Em sua pequena extensão (cerca de 430 km², ou o tamanho de Curitiba), a ilha dispõe de uma adorável e esfuziante combinação de culturas – europeias, caribenhas, africanas –, praias de areia rosada e mar cristalino, lojas duty free, gastronomia de primeira e cantinhos perfeitos para esportes aquáticos como surfe, kitesurfe e mergulho.
Colonizada pela Inglaterra no século 17, Barbados se tornou independente apenas em 1966. O contato prolongado com o velho mundo deixou de herança o inglês como língua oficial, a capital com pinta de britânica Bridgetown, a mão inglesa nas ruas, críquete e polo como esportes populares e o imaculado chá das cinco. Além do status de país desenvolvido – Barbados é uma das ilhas mais economicamente bem sucedidas da região, tem alto IDH e mais de 95% de sua população é alfabetizada. Apesar da colonização britânica, o nome Barbados foi escolhido pelos portugueses como referência às árvores nativas, cujos cipós caem da copa até o chão, lembrando uma longa barba.
Multifacetada e democrática, a ilha tem uma dose de atrativos para cada perfil de visitantes: a costa oeste guarda praias mais reclusas e hotéis sofisticados (que não lembram em nada os megaresorts all-inclusive de outros destinos caribenhos); boa para casais. Famílias podem aproveitar uma variedade grande de passeios que incluem nadar com tartarugas e visitar o parque Wildlife Reserve. A parte mais agitada e com preços mais modestos é a costa sul, onde vibram os bares das praias da baía de Carlisle Bay, os ótimos restaurantes do calçadão Boardwalk (em Accra Beach) e a St. Lawrence Gap, uma ruazinha de bares e restaurantes à beira-mar. Surfistas se concentram em domar o mar encrespado da costa leste, enquanto no interior da ilha pode-se conhecer antigas fazendas de cana de açúcar e fábricas de rum.
Junte a isso um povo sorridente, hospitaleiro e extremamente musical, regido pelo bajan way of life, uma espécie de “carpe diem” barbadiano. Rihanna, talvez o maior símbolo pop que o país já exportou, toca em todo canto e também é garota propaganda do turismo de lá. Ainda sim, o que mais se ouve são ritmos como a soca, o calipso e o reggae, tudo regado a muito rum. Aliás, Barbados também tem um Carnaval, o Crop Over, que acontece em julho. O auge da festa é o Kadooment Day, um desfile de rua na primeira segunda-feira de agosto com trios elétricos e blocos de grupos fantasiados.