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Paraty pode ser reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco

Igreja de Santa Rita de Cássia em Paraty, Brasil - Getty Images
Igreja de Santa Rita de Cássia em Paraty, Brasil Imagem: Getty Images

01/07/2019 12h44

O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco examinará nos próximos dias 36 novos lugares para sua inscrição como Patrimônio da Humanidade, entre eles a cidade de Paraty, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro.

A 43ª reunião do comitê, integrado por 21 Estados, começou neste domingo em Baku, capital do Azerbaijão, e se estenderá até o próximo dia 10 de julho.

Até hoje, 1.092 lugares do mundo têm o título de patrimônio mundial. Desse total, 21 estão no Brasil, 14 deles patrimônios culturais, como Brasília, e os outros sete, naturais, como o Parque Nacional do Iguaçu.

O fato de a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) avaliar 36 candidaturas para sua inclusão na Lista do Patrimônio Mundial não significa que todas entrarão no prestigiado grupo.

Paraty, no entanto, já conta com avaliação positiva do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), dois órgãos consultivos da Unesco.

A cidade se postula ao título não só por seu centro histórico, uma vez que a paisagem da região também deve ser reconhecida pelo órgão internacional. A candidatura inclui toda a área da baía de Ilha Grande e pleiteia o posto de patrimônio misto, cultural e natural, como são outros 38 locais pelo mundo.

O Comitê da Unesco analisará também, entre outras candidaturas, as obras arquitetônicas do século XX de Frank Lloyd Wright (EUA), as fronteiras do Império Romano (Áustria, Alemanha, Hungria e Eslováquia), a cidade de Jaipur (Índia), o parque nacional de Vatnajökull (Islândia) e o sítio arqueológico da Babilônia (Iraque).

Babilônia será incluída provavelmente na lista do Patrimônio Mundial em Perigo por seu "preocupante estado de conservação", segundo o projeto de decisão do comitê.

O vale de Katmandu, no Nepal, e as ilhas e áreas protegidas do golfo da Califórnia, no México, podem acabar na mesma lista.

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