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Tombada pela Unesco, Hampi é uma Índia diferente de tudo o que você já viu

Hampi, na Índia - J A N U P R A S A D/Unsplash
Hampi, na Índia Imagem: J A N U P R A S A D/Unsplash

Mari Campos

Colaboração para o UOL

25/11/2019 04h00

Esqueça a Índia de trânsito caótico, gente em toda parte, visitantes amontoados nas atrações. Abra os olhos para Hampi, uma cidade ao sudoeste da Índia que ocupa uma área de cerca de 26 quilômetros quadrados no vale do Tungabhadra, em Karnataka.

A cidade, inteiramente tombada como patrimônio cultural pela Unesco, ainda não foi descoberta pelo turismo de massa e tem como principais atrações templos esculpidos em rochas ou erguidos no topo de colinas, grandes reservatórios de água, palácios, vales e outras belas paisagens - frequentemente quase vazias.

Cenário de filme

Com mais de 600 monumentos e templos intrincadamente esculpidos, impressionantes ruínas e muitas bananeiras, a cidade toda parece um set de filmagem. A biga de pedra do Vitthala Temple, a mais emblemática e bem preservada construção da cidade, serviu de cenário para diversas produções cinematográficas de Bollywood e se converteu no mais famoso cartão postal da região.

Vitthala Temple - Mari Campos/UOL
Vitthala Temple
Imagem: Mari Campos/UOL

A boa surpresa é que, de todas as atrações turísticas da cidade, apenas os três maiores (Vitthala Temple incluído) cobram entrada; os demais todos têm acesso gratuito.

Hazara Rama Temple - Mari Campos/UOL
Hazara Rama Temple
Imagem: Mari Campos/UOL

Indicada como um dos grandes destinos a se visitar pelo "New York Times", a cidade ficou perdida por muito tempo e sua história vem sendo desenterrada pouco a pouco.

Virupaksha Temple - Mari Campos/UOL
Virupaksha Temple
Imagem: Mari Campos/UOL

Hoje, além de sua riqueza histórica, ela desponta como uma das queridinhas entre os aventureiros (o destino foi eleito a "capital do trekking" na Índia). Para eles, o ponto de destaque é Matanga Parvata, a mais alta colina da cidade. O caminhada ao topo não é das mais puxadas, mas é preciso tempo para fazê-lo - idealmente de manhã bem cedinho, sobretudo nos meses mais quentes.

Matanga Parvata, em Hampi, na Índia - Nandhu Kumar/Unsplash
Matanga Parvata, em Hampi, na Índia
Imagem: Nandhu Kumar/Unsplash

História de ouro

Antiga sede do império Vijaynagar no século 18, Hampi chegou a ter 500 mil habitantes (enquanto cidades como Paris, por exemplo, não chegavam nem a 200 mil) e já foi um importante centro comercial de especiarias e algodão. Esse histórico justifica seu legado arquitetônico, composto por mais de mil monumentos muitíssimo bem preservados, de templos hindus a imensos palácios fora de propósito.

Estábulos reais em Hambi, na Índia - Mari Campos/UOL
Estábulos reais em Hambi, na Índia
Imagem: Mari Campos/UOL

Em uma região ainda essencialmente rural, quase não há trânsito na cidade e os moradores têm uma genuína curiosidade em saber de onde vêm os estrangeiros - e frequentemente pedem para tirar selfies.

Religiosos no centro de Hampi, na Índia - Mari Campos/UOL
Religiosos no centro de Hampi, na Índia
Imagem: Mari Campos/UOL

Onde ficar

Com o advento dos turistas nos últimos anos, a infraestrutura hoteleira na cidade vem se ampliando consideravelmente. Hoje, além das muitas guest houses e albergues, a cidade ganhou até um hotel de luxo, o Evolve Back Kamalpura Palace. Construído à imagem dos antigos palácios reais de Hampi, o hotel tem quartos enormes, uma bela piscina, excelente spa e serviço de primeira linha.

Flautista no Evolve Back Hampi - Mari Campos/UOL
Flautista no Evolve Back Hampi
Imagem: Mari Campos/UOL

Outra boa opção, mais econômica, é o Heritage Resort, um simpático hotel cujos quartos ficam espalhados ao redor de um jardim com piscina - e também com café da manhã e jantar incluídos.

Como chegar

A low cost TruJet voa diariamente a partir da cidade de Bangalore para Ballari, a cerca de 40km de Hampi, em uma hora e meia. É possível ir em carro ou trem a partir de Goa também, mas a viagem é bem mais longa. A melhor época para visitar é de outubro a fevereiro, quando o calor dá uma trégua.

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