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Cadeirante prova que viajar pelo mundo pode ser acessível e dá dicas

Suelen Almeida, do Viaje Com Acessibilidade - Arquivo pessoal
Suelen Almeida, do Viaje Com Acessibilidade Imagem: Arquivo pessoal

Priscila Carvalho

Colaboração para o UOL

07/10/2019 04h00

A falta de acessibilidade de alguns hotéis e locais turísticos fizeram com que a viajante e bancária Suelen Almeida criasse o Viaje Com Acessibilidade, no qual dá dicas de turismo inclusivo e focado em deficientes.

"Em um hotel que fiquei hospedada no Ano Novo, o espaço entre o vaso sanitário e a parede não era suficiente para posicionar a cadeira de rodas. Esse 'simples' detalhe impacta na transferência da minha cadeira e dificulta toda a viagem", conta.

Uma outra vez, Suelen conta que em um voo, a companhia aérea danificou uma peça de sua cadeira de rodas e fez com que a viagem lhe rendesse dores de cabeça. Hoje, segundo ela, é preciso informar e compartilhar cada vez mais informações para que os viajantes com deficiência saibam os seus direitos.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Abaixo, ela dá algumas dicas que garantem maior autonomia a quem fazer as malas:

Pesquise bem sobre e peça fotos dos hotéis

Alguns hotéis informam na descrição que são acessíveis e possuem quartos preparados para cadeirantes, mas muitos não condizem com o que é descrito no anúncio. Peça fotos, pergunte a largura das portas e corredores, se tem piso tátil direcional e de alerta (para os deficientes visuais).

Se informe sobre o transporte aéreo

Aéreos

Se você vai viajar de avião, o ideal é que solicite em um período de até 48 horas antes do embarque o serviço de assistência especial. Isso pode ser feito na central de atendimento ao consumidor da empresa.

Rodoviário

Nos sites das próprias empresas de transporte é possível verificar se existe opções e veículos com acessibilidade.

Suelen Almeida, do Viaje Com Acessibilidade, em Buenos Aires - Arquivo pessoal
Suelen Almeida, do Viaje Com Acessibilidade, em Buenos Aires
Imagem: Arquivo pessoal

Pergunte sobre o acompanhante

Por sua mobilidade reduzida, Suelen não consegue viajar sozinha. Uma opção prática e eficiente é entrar em contato com as companhias aéreas e informar que precisa de um acompanhante durante o trajeto por causa da limitação física.

Segundo ela, basta enviar alguns documentos que comprovem a condição e informar que precisa de alguém para auxiliá-lo. Muitas vezes, esse acompanhante pode receber um desconto de até 80% na passagem.

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Informe-se sobre os locais que pretende fazer passeios

Caso queira utilizar o transporte público local e visitar pontos turísticos, o ideal é procurar sempre informações referentes ao tipo de acessibilidade em sites da secretaria de mobilidade urbana, prefeitura, secretaria do turismo.

Outra opção é checar se há em algumas cidades ONGS e associações que ajudam o público com deficiência ou mobilidade reduzida com dados sobre o turismo na cidade, facilitando a estadia do viajante.

Encontre alternativas

Como nem sempre todos os lugares são acessíveis, a viajante explica que os deficientes físicos não devem se deixar influenciar pelo medo. O interessante é se planejar e buscar alternativas de passeios que sejam adaptados e que permitam fazer uma viagem agradável.

"Gosto muito de Ouro Preto, por exemplo, mas sei que não é uma cidade boa para cadeirante, por isso invisto em outros lugares. Mas já fui até para Buenos Aires. Permita-se ver trocar e escolher outros destinos", finaliza.

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