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Bombando no exterior, Kobra indica seus grafites para conhecer em São Paulo

Grafites de Kobra em SP - Ayrton Senna - Divulgação
Grafites de Kobra em SP - Ayrton Senna Imagem: Divulgação

Sté Reis

Colaboração para o Urban Taste, de São Paulo

03/07/2019 11h31

Um dos artistas urbanos que mais cresce mundialmente, Eduardo Kobra voltou agora de duas importantes viagens para onde levou sua arte. Em Miami, ele organizou uma exposição com dezenas de obras na GGA Gallery, sua primeira mostra solo na cidade. Antes disso, passou por Mônaco, onde pintou calotas derretendo, para alertar as pessoas sobre o aquecimento global. Essa releitura do quadro "A Persistência da Memória", de Salvador Dalí, é parte do projeto "Greenpincel", voltado para a conscientização ambiental.

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Ao Urban Taste, ele diz que em 2019 vê seu auge no exterior. Foi convidado a grafitar em pelo menos 30 países, alguns lugares nunca antes visitados por ele. Jordânia, Dubai, Israel e China são alguns deles. "Comecei a pintar por influência dos grafiteiros americanos. Sempre gostei, mas nunca imaginei que receberia convites para viajar dessa forma, que poderia alcançar lugares tão fechados como Israel e Jordânia com a arte de rua."

O que ele vê no mundo todo é uma maior abertura, um movimento global de apoio e incentivo à arte urbana. Para ele, não há mais diferença entre as composições expostas na rua ou nos espaços tradicionais. "É tudo uma questão de olhar, cada artista tem uma característica diferente."

Origens paulistanas

Kobra vem da periferia, nasceu no Jardim Martinica, na Zona Sul da cidade, e começou a pichar muros clandestinamente durante a adolescência. Sua primeira aparição na mídia foi em 2007, com o projeto "Muro das Memórias", em que fotos antigas da capital paulista foram reproduzidas em tons de sépia e preto e branco, estilo de grafite que se sobressaiu dos demais na época.

Aos seus olhos, São Paulo, especificamente, sempre esteve na vanguarda do movimento artístico urbano. "Os artistas daqui sempre tiveram um lugar de destaque no mundo, espaço que conquistaram primeiro aqui dentro. Estão há mais de 30 anos pintando nas ruas, com técnicas e ideias diferenciadas", conta. Então, depois de anos de insistência desses criadores, agora ele vê lugares que antes não toleravam arte de rua abrindo suas portas para ela.

E acredita que essa expressão deve continuar sendo exaltada e entendida como movimento genuíno. Isso porque a arte muda o cotidiano urbano e a vida de quem se dedica a ela. "Você pode mudar a vida de alguém inclusive incentivando a aprender e entender essa arte de alguma forma. São Paulo, tendo em seu DNA tantos artistas bons nas ruas, deve incentivar a galeria de arte a céu aberto, que traz movimento turístico e transforma a paisagem urbana."

Para finalizar, Kobra indica cinco de seus murais para fazer uma tour pelos seus trabalhos na capital.

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