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Cultura e lazer

Sete lugares para curtir música autoral em São Paulo

Laíse Guedes

Colaboração para o UOL

19/09/2017 19h20

Na cidade que recebe gente de todo lugar, a cena musical não poderia ser diferente: São Paulo abriga os mais variados gêneros, e o que não falta são opções para quem gosta de música e de conhecer bandas novas.

Para quem quer ter a experiência de descobrir sonoridades, selecionamos abaixo sete locais importantes -- alguns mais novos, outros já tradicionais; uns maiores, outros mais escondidinhos -- onde é possível assistir, regularmente, a shows de artistas autorais de estilos e cenas variadas. Se ainda não conhece algum deles, coloque na agenda:

A nova casa já recebeu trabalhos em jazz, chorinho e MPB - Pablo Saborido/Divulgação - Pablo Saborido/Divulgação
A nova casa já recebeu trabalhos em jazz, chorinho e MPB
Imagem: Pablo Saborido/Divulgação

Casa de Francisca

Depois de uma década nos Jardins, a “menor casa de shows do Brasil” passa a ocupar o Palacete Tereza, de 1910, na Sé, conhecido como "a esquina musical de São Paulo". A casa que disponibilizava lugares para apenas 44 sortudos, agora conta com 120 assentos em clima intimista e retrô. Mas para garantir o lugar e assistir aos pequenos shows instrumentais, é preciso fazer reserva. A nova sede já recebeu trabalhos autorais em jazz, chorinho e MPB e artistas como Ná Ozzetti, Tulipa Ruiz, Blubell, Thiago França e Emicida, em uma curadoria realizada pelo co-fundador da casa, Rubens Amatto.

Onde: Rua Quintino Bocaiúva, 22, Sé.
Quando: Quartas e quintas, das 19h30 à 1h; sextas e sábados, das 20h às 1h30.
Domingos e feriados, conforme a programação.
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Bom jazz, clima intimista e curadoria certeira - Divulgação - Divulgação
Bom jazz, clima intimista e curadoria certeira
Imagem: Divulgação

Jazz nos Fundos + Jazz B

Para curtir um bom jazz não é preciso frequentar ambientes caros nem formais. Por quase uma década, o Jazz nos Fundos funcionou atrás de um estacionamento na rua João Moura, por onde passaram mais de 700 músicos. Depois de um hiato de seis meses, reabriu na Cardeal Arcoverde em um complexo de três andares dedicado à música instrumental, sem perder a irreverência, o clima intimista e a curadoria musical certeira. Como há duas salas com programação em horários alternados, é possível adquirir ingressos com preços promocionais para assistir aos dois shows. Os mesmos criadores reabriram o Jazz B, bar descolado e de atmosfera industrial na República, que renasce como parte importante do eixo cultural da cidade.

Jazz nos Fundos
Onde: Rua Cardeal Arcoverde, 742, Vila Madalena.
Quando: Terças, das 20h à 1h; quinta a sábado, das 20h às 2h.
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Jazz B
Onde: Rua General Jardim, 43, República.
Quando: Terça a sexta, das 9h às 1h; sábado, das 12h às 2h30.
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Estrutura projetada para promover shows de gêneros variados - Divulgação - Divulgação
Estrutura projetada para promover shows de gêneros variados
Imagem: Divulgação

Auditório Ibirapuera

Construída na década de 1950, a obra de Oscar Niemeyer é uma atração por si só e ainda impressiona quem vai assistir aos espetáculos musicais no Auditório Ibirapuera. A moderna infraestrutura foi projetada para oferecer shows tanto para a plateia externa, ao ar livre no parque Ibirapuera, quanto para a plateia interna, dentro do Auditório. Além de apresentar novos talentos, também promove o encontro de gêneros variados, que vão do erudito ao popular. Na programação, destaque para os festivais de jazz ao ar livre para assistir no gramado e para o projeto Música no Foyer, que realiza atrações musicais nacionais e gratuitas no hall de entrada.

Onde: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque do Ibirapuera, Portão 2.
Horário da bilheteria: Sextas e sábados, das 13h às 22h; domingos, das 13h às 20h.
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Sofar especial Mulheres na Música, na Plug.co, com a cantora Xênia França - Divulgação - Divulgação
Sofar especial Mulheres na Música, na Plug.co, com a cantora Xênia França
Imagem: Divulgação

Sofar Sounds

Não é bem um local, mas um formato. Para quem gosta de se surpreender com novos sons e descobrir artistas independentes, a proposta do Sofar Sounds é uma das mais inusitadas. Do inglês, Sofar é a abreviação de “songs from a room”, um projeto internacional que chegou ao Brasil em 2012, via o baterista Fernando Remiggi. Os shows acontecem em locais secretos e pequenos, como a sala de uma casa ou então em um albergue e os artistas só são revelados um dia antes do evento. Para entrar na lista de convidados, basta escolher uma das datas de show informadas no site oficial e se cadastrar. Se sorteado, basta só pagar uma taxa de contribuição e aguardar a confirmação por e-mail. A princípio, o modelo do Sofar parece um tanto improvável, mas acaba funcionando bem em uma cidade com um público entusiasta e ávido por novidades musicais.

Onde e quando: Varia de acordo com programação.
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A Casa do Mancha é referência na divulgação de artistas - Felipe Gabriel/Projetor/Folhapress - Felipe Gabriel/Projetor/Folhapress
A Casa do Mancha é referência na divulgação de artistas
Imagem: Felipe Gabriel/Projetor/Folhapress

Casa do Mancha

A Casa do Mancha nasceu em 2006 em um pequeno estúdio montado na sala da casa do músico e produtor Mancha Leonel, em uma ruela da Vila Madalena. Até então, o local era uma espécie de clube secreto que reunia os amigos do produtor que trabalhavam com música independente. A casa abriu pela primeira vez ao público em 2007, quando cresceu com o boca a boca e se tornou referência para quem gosta de música autoral. A casinha – como é conhecida por quem frequenta o lugar – já recebeu (e/ou ajudou a revelar) bandas e artistas como O Terno, Holger, Xênia França, Gui Amabis e Supercordas. Completando seus 10 anos de funcionamento, o local já se consolidou como reduto de música de vanguarda e continua sendo referência na divulgação de artistas independentes em São Paulo.

Onde: Rua Filipe de Alcaçova, s/n, Vila Madalena.
Quando: Variam de acordo com os eventos.
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O Centro Cultural Rio Verde é um espaço de experimentação artística - Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas - Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
O Centro Cultural Rio Verde é um espaço de experimentação artística
Imagem: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Centro Cultural Rio Verde

O Centro Cultural Rio Verde foi criado em 2008, na boêmia Vila Madalena, para ser um espaço de experimentação artística, com eventos culturais, ensaios, festas e bailes. A casa recebe shows do cenário independente da música e jovens artistas, além de contar com produções regulares na programação, com festas como o Samba do Sol, com roda de samba e chorinho, e QBeleza, com clássicos dançantes da música brasileira. O espaço abriga ainda um charmoso coreto para apresentações ao ar livre, jardim, biblioteca, bar e estúdio para ensaios e gravações.

Onde: Rua Belmiro Braga, 119, Vila Madalena.
Quando: Variam de acordo com a programação.
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A Avenida Paulista é um dos lugares preferidos dos entusiastas de som independente - Zanone Fraissat/Folhapress - Zanone Fraissat/Folhapress
A Avenida Paulista é um dos lugares preferidos dos entusiastas de som independente
Imagem: Zanone Fraissat/Folhapress

Paulista Aberta

Oficialmente aberta somente para pedestres e ciclistas todos os domingos desde outubro de 2015, a Avenida Paulista tornou-se o lugar favorito dos músicos de rua e, claro, dos entusiastas do som independente. Hoje, o espaço é um dos principais palcos de artistas interessados em mostrar seu trabalho, que se espalham pelas calçadas e marquises dos 2,7 Km da avenida. O trecho mais disputado é a esquina com a rua Augusta e em uma diferença de poucos metros, dá para ouvir de forró a heavy metal. Os artistas de rua podem permanecer temporariamente no local escolhido até as 22h ou enquanto durar o espetáculo, desde que não interfiram no trânsito e na circulação de pedestres. Para os amantes de música autoral, uma experiência única e um show multicultural a céu aberto.

Onde: Avenida Paulista, s/n.
Quando: Domingos, das 9h às 17h.

Saiba mais sobre Urban Taste em @urbantasteuol

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