Ela é mãe em tempo integral

Thais Fersoza descreve rotina com filhos, Melinda e Teodoro, e marido, Michel Teló: "Maternidade é meu dom"

Luciana Bugni e Luiza Souto Da Universa
Pedrita Junckies/UOL Pedrita Junckies/UOL

Nas cinco horas em que ficou com a reportagem de Universa, num hotel, em São Paulo, Thais Fersoza, 35, mostrou vários vídeos dos filhos Melinda, 2, e Teodoro, 1. Sempre com aquele carinho de mãe que não resiste à fofura das crianças e quer compartilhar online ou com quem estiver do lado. Se identifica?

Uma das mensagens que ela mostrou para a equipe era um áudio da mais velha contando detalhes da rotina em casa nas horas em que a mãe se ausentou para gravar o vídeo dessa entrevista. Sussurrando, para "não atrapalhar a soneca da tarde do irmão".

A cena é só um exemplo do quanto Thais mergulhou na função de mãe desde que engravidou, em 2015, e realizou "o grande sonho da sua vida" com o marido, o cantor Michel Teló, com quem está desde 2011. Ela participa ativamente de cada detalhe, do momento em que acordam, no berço, até a hora em que os coloca para dormir. E aí sim, vai jantar com o marido e fazer valer os momentos a dois.

O sonho da maternidade virou ocupação em tempo quase integral -- ela engravidou de Teodoro quando Melinda tinha apenas 3 meses e optou por cuidar deles sem ajuda profissional. Se emociona ao dizer que não se vê como mãe de um filho só: para ela, eles foram sempre uma dupla.

E virou também um negócio. Thais decidiu parar de fazer novelas na Record, onde era uma das protagonistas, e hoje toca seu canal no Youtube, com 1,2 milhão de seguidores. Bastidores dos ensaios da gravidez e de fotos dos bebês, ainda recém-nascidos, estão entre os vídeos. Para se ter ideia do sucesso que é compartilhar esses detalhes da vida de mãe, o vídeo que mostra o parto de Teodoro tem mais de 3 milhões de visualizações. No Instagram, são 10,7 milhões de seguidores (ela tem 1 milhão a mais que o marido, cantor de sucesso internacional). O público adora ver a vida de Thais.

Sobre tantas curtidas, ela tem uma teoria: "Sempre senti muito carinho das pessoas por mim, desde quando comecei a carreira [aos 12 anos, em Malhação]. E o Michel sempre foi uma pessoa muito querida, porque é um cara incrível. Acho que na hora que a gente ficou junto, aumentou ainda mais a torcida. E vieram os nenéns. Aí, poxa, foi a cereja do bolo!", diz.

Veja vídeo da entrevista de Thais à Universa

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Mas a vida de mãe pode ser perfeita?

A pergunta parece uma constante na cabeça de quem acompanha sua rotina via redes sociais. Existe essa família de comercial de margarina que aparece nas fotos das redes?

Thais nega e diz que não há lar perfeito. Cita inclusive a dificuldade de dois adultos que foram criados de maneira diferente educarem seus filhos juntos, já que cada um traz uma bagagem. Mas, minutos depois, conclui que não tem o que reclamar da vida. "Não seria justo. Tenho uma família que desejei muito".

Ela assegura que suas redes sociais refletem o que ela vive fora dali -- daí o sucesso todo. "Todo mundo tem problema, se frustra, tem desavenças. Eu e Michel: A gente se ama, se respeita, se admira. Ponto. Isso ninguém mexe. Não é porque discorda da pessoa que para de amar. Nossa rede social reflete, de fato, o que a gente sente".

Diz que a fase mais difícil não foi quando os bebês eram pequenos, de idades tão próximas. Percebeu mesmo que "o bicho pegou" quando estava grávida de 7 meses e tinha um bebê de 10 meses andando pela casa. Michel viaja com frequência e ela percebeu que precisava de alguém com ela, por segurança. É essa pessoa que estava com seus filhos em casa enquanto ela gravava o vídeo para Universa, por exemplo.

Amamentar Melinda também foi frustrante: "Minha gestação foi incrível. Não passei mal, estava me achando maravilhosa, meu marido me achando uma deusa. Aí tive neném achando que ia jorrar leite e, pra minha surpresa, a Melindinha não queria mamar. Era preguiçosa, dormia. Tentei (a posição) invertida, de cavalinho, tirava a roupa, fazia cosquinha, aquela loucura. Fiz até relactação, mas ela não queria. Mesmo com bombinha, foi diminuindo e parou. No Teodoro, rolou. Ele era faminto".

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Crianças não são um parênteses no casamento

Cuidar dos filhos, manter o casamento feliz, trabalhar fora -- e ainda tirar foto com todo mundo que aparece em qualquer lugar público que ela frequente. Se os três primeiros itens já enlouquecem a mulher moderna, como será que Thais lida com todos eles?

"Sempre tive muito medo e falava isso com o Michel. Não queria que o nosso casamento virasse um parênteses. Primeiro nós dois, depois apenas filho, filho, filho. Aí o filho vai para o mundo e a gente não sabe nem como conversar um com o outro. Eu não queria isso", ela diz.

Quando os dois se conheceram, em 2011, Thais fazia novela no Rio e gravava direto. Michel, segundo ela, nem casa tinha. "Ele morava no mundo, fazia bate e volta na Rússia. E a gente ficou junto. A gente fez dar certo porque queria muito. E vai continuar fazendo dar certo, é uma escolha diária."

E pra fazer dar certo, há pequenas decisões como passar um pouco de fome ao dar jantar para as crianças, e esperar "para comer com o marido". Ou fazer da segunda-feira, um dia que Michel geralmente tem a agenda livre, um dia de comer fora a dois.

"É muito fácil entrar numa rotina de chegar em casa, cansada, com as crianças chamando atenção. E eles são fofos, chamam atenção mesmo. Você se distrai", ela confessa.

Eu e Michel temos o hábito de cumprimentar um ao outro antes de brincar com as crianças ao chegar em casa. As pequenas coisinhas gostosas do casamento não podem se perder.

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Filhos de famosos são iguais a qualquer outra criança

É inevitável que um casal famoso chame atenção em lugar público. Na companhia dos filhos, então, o assédio aumenta. Para os pais, que estão na mídia há tantos anos, isso ficou normal. Mas como lidar com isso com as crianças?

"Uma preocupação muito grande que eu tenho é que eles entendam que são iguais a qualquer outra criança. Se a gente está num shopping e alguém fala: 'Ah, Melinda?', eu imediatamente falo: 'Dá oi, filha, fala seu nome pra ela'. Não quero que ela ache que todo mundo sabe seu nome".

Thais diz que é difícil ir no shopping ou passear no parque. "Pra caramba", ela suspira, antes de se recompor: "Mas não deixo de fazer. Não quero que eles deixem de viver coisas porque os pais são famosos. Acho sacanagem isso".

No pacote está parar e tirar fotos com todas as pessoas que os abordam. Melinda, agora que está maior, já estranhou o ritual. "Ela me perguntou quem era a pessoa que chegou para tirar foto. Falei: 'Sabia que a mamãe também não conhece? Mas é uma pessoa que conhece a gente e tem muito carinho por nós. É muito legal saber que tem gente que a gente não conhece e gosta da gente. Ela adora você, o Teodoro, a mamãe, dança todas as músicas do papai, que nem você lá em casa'".

Melinda achou aquilo o máximo. Segundo a mãe, é uma escolha dela mesma, Thais, fazer a filha crescer achando aquilo um saco ou pensar apenas que é carinho.

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Questões da maternidade: brinquedos de menina e menino

Polêmica frequente na internet, a questão das brincadeiras de menino ou de menina não preocupam a família Fersoza-Teló. "Lá em casa, eu tenho um menino e uma menina. Eles brincam com o que eles quiserem. A gente se preocupa se eles serão pessoas do bem, que respeitam, que falam com as pessoas olhando no olho".

Teodoro pega bonecas da Melinda para "dar leite" ao brinquedo. Melinda, por sua vez, pega carona para as barbies nos carrinhos do irmão. Todo mundo brinca com a bola de futebol. "Isso nem é uma questão. Me preocupo mais que eles entendam que têm em mim uma amiga, mas que, sim, eu sou a mãe. Eu não quero que eles tenham medo de mim. Se isso acontecer, estou errando feio".

Na casa dela, não tem essa de o marido "ajuda". "Isso é um conceito machista. Os filhos são dos dois. Ele não está ajudando. Diga que ele é um cara presente". Quando a coisa aperta, no entanto, ela mentaliza que é apenas uma fase: "Em algum momento isso vai se resolver, as coisas vão fluir. E é só uma fase. Tenho que estar inteira para poder superar esse momento".

E aconselha outras mães a fazerem o mesmo. "Não se culpe, não se julgue. Tem que ter muita paciência, respeitar o tempo de cada um, sem condenar. Você está fazendo seu melhor. Isso já é importante."

Com essa vocação toda, o terceiro filho não está descartado. Só não está nos planos por enquanto. "Também não é um 'Deus me livre'", diz, bem calma. Que pique, né?

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