19 mulheres de 2019

O futuro é feminino, mas elas batalham por um presente melhor

De Universa
Arte/UOL

Atingir a igualdade de gênero no mundo vai levar um tempinho. Para ser mais exato, 99,5 anos, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial divulgado em meados de dezembro. Provavelmente, nem nós nem você estaremos aqui para ver isso acontecer.

Andando a passos lentos em busca da esperada equidade de direitos, oportunidades, salários e responsabilidades entre homens e mulheres, é comum que se repita, como forma de incentivo, que o futuro é feminino.

Mas e o presente?

Para mostrar que a gente está no caminho certo, Universa reuniu aqui 19 mulheres brasileiras que, em 2019, contribuíram, em pequena ou larga escala, para essa transformação.

Da jogadora Marta, que se tornou a maior artilheira em Copas, à astrofísica brasileira reconhecida como uma das melhores jovens cientistas do mundo, as escolhidas atuam em áreas tão diversas como cultura, política, defesa dos direitos humanos, moda, meio ambiente e empreendedorismo.

São 19. Mas poderiam ser muitas mais. Elas servem de inspiração para que as mulheres que vêm aí possam acreditar que —antes tarde do que nunca— não haja mais lugar onde uma mulher não possa chegar.

Marta

A artilheira

Só se falou dela. Marta Vieira da Silva virou figurinha no WhatsApp e invadiu stories e feeds nas redes sociais durante toda a participação da seleção brasileira feminina de futebol na Copa do Mundo.

Afinal, foi no torneio que ela chegou à marca de 17 gols em Copas e se consagrou a maior artilheira da história dos Mundiais, superando, inclusive, o recorde de gols masculino.

Na ocasião, Marta ainda deu seu recado pelas chuteiras que escolheu: sem marcas de patrocinadores, o calçado trazia o símbolo da campanha Go Equal, que promove a ideia de igualdade de gênero nos esportes, com melhores salários e visibilidade para as jogadoras. Em 2019, Marta trouxe mais uma frase de incentivo para nós: "Jogue como uma garota".

Karla Lessa

Uma heroína em Brumadinho

No meio da tragédia de Brumadinho (MG) -que deixou 257 mortos e 13 desaparecidos—, os bombeiros que trabalharam na operação de resgate atuaram como heróis. Entre eles, estava Karla, a primeira mulher comandante piloto de helicópteros de bombeiro do Brasil -e também a responsável por fazer os primeiros resgates aéreos na região.

Uma de suas primeiras atitudes foi pedir que todas as aeronaves disponíveis na capital fossem acionadas para a operação. No Corpo de Bombeiros desde os 18 anos, a major era, na época dos resgates, uma das duas únicas mulheres pilotas da corporação, ao lado de 28 homens. E revela já ter escutado muitas vezes que ser "bombeiro não era coisa de mulher".

Em busca de inspirar outras mulheres, Karla diz que já ouviu de menina que gostariam de ser como ela quando crescerem. "O que falo para minhas três sobrinhas pequenas é que elas podem ser o que elas quiserem", disse ao site El País. "A menorzinha já fala que quer ser bombeira. Acho lindo ela saber que pode ter essa escolha."

É preciso romper essa barreira cultural do 'eu não posso' e tentar sim o que você acha que te fará feliz

Karla Lessa, pilota que atuou nos resgates de Brumadinho

Fernanda Montenegro

A bruxa está solta

No ano em que completou 90 anos de vida e 70 de teatro, a atriz lançou a autobiografia "Ato, Epílogo e Prólogo" e foi ofendida publicamente pelo presidente da Funarte, o dramaturgo Roberto Alvim, que a chamou de mentirosa em "triste fim de carreira".

As críticas foram motivadas pela imagem de Fernanda caracterizada como bruxa, amarrada junto a uma fogueira de livros, publicada em outubro na capa da revista literária Quatro Cinco Um. Clara referência à censura, a foto e a reação viral a ela foram vistas como um ataque ao presidente e seus eleitores por Alvim.

Ao programa Encontro com Fátima Bernardes, Fernanda explicou que inicialmente havia recusado o convite para as fotos. Mas que, após o prefeito Marcelo Crivella mandar censurar, na Bienal do Livro do Rio, um gibi em que aparecem dois rapazes na capa se beijando, mudou de ideia. "Não foi de propósito, mas, já que aconteceu a conjunção dos astros, eu assino embaixo: não se pode proibir livros."

Marcelle Soares

Expandindo universos

A astrofísica brasileira foi nomeada este ano, pela fundação americana Alfred P. Sloan, como uma das melhores jovens cientistas do mundo. Só mais um prêmio de universidade gringa? Que nada. Essa bolsa, concedida desde 1955, tem história: vários cientistas premiados depois foram reconhecidos com o Nobel.

Doutora em astronomia pela Universidade de São Paulo (USP), Marcelle lidera uma busca por imagens que tentam explicar como o universo se expande. A pesquisa é um complemento à revolucionária descoberta de ondas gravitacionais, vencedora do prêmio Nobel de Física de 2017.

Negra e mulher em uma área majoritariamente masculina, Marcelle tornou-se professora de uma renomada universidade nos Estados Unidos em 2017. Sobre a conquista de espaço na ciência pelas mulheres, ela disse em entrevista ao UOL: "É uma tarefa árdua. Mas a cada geração a gente melhora um pouco. Meu desafio como professora é garantir que a gente continue avançando."

Glamour Garcia

A dona do pedaço

A atriz transexual nasceu em Marília (SP) e começou a se envolver com artes ainda no colégio. Graças à participação em projetos experimentais, conquistou papéis em curtas-metragens, como "O Amor que Não Ousa Dizer Seu Nome", e peças de teatro, como "Salomé".

Mas ganhou todas as atenções neste ano ao interpretar a espevitada Britney, trans como ela, na novela "A Dona do Pedaço". Após enfrentar preconceito e assédio, a personagem terminou a trama no melhor estilo mocinha, com direito a casamento com seu par romântico, o português Abel (Pedro Carvalho).

Além da boa aceitação do público, o papel também lhe rendeu o prêmio de atriz revelação no troféu melhores do ano do Domingão do Faustão. Em entrevista recente, revelou que já se percebia como mulher desde a infância e que, por isso, era excluída na escola. "Eu era a única pessoa trans no contexto em que vivíamos. Lutei pelo direito de existir. As pessoas trans perseveram todos os dias para poder trabalhar e estudar."

Célia Xakriabá

Marchando pelas mulheres indígenas

Primeira integrante do povo Xakriabá a concluir um mestrado e única indígena a cursar doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais, foi uma das organizadoras da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, que aconteceu em agosto, em Brasília.

Junto a cerca de 2.000 mulheres, saiu em defesa dos territórios indígenas e das mulheres e contra a homofobia. Viajou por 12 países europeus entre outubro e novembro deste ano, com uma comissão da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, para debater os direitos indígenas como parte da campanha Sangue Indígena: Nenhuma Gota a Mais.

Em Londres, o grupo participou de uma manifestação que nomeou o presidente Jair Bolsonaro como Racista do Ano, em frente à Embaixada do Brasil.

Maju Coutinho

Meu tempo é hoje

A jornalista virou sinônimo de talento e representatividade ao assumir a bancada do Jornal Hoje, da TV Globo. A substituição de Sandra Annenberg aconteceu em setembro. Mas, antes de chegar lá, Maju já tinha feito história ao se tornar a primeira mulher negra a apresentar o principal telejornal do país, o Jornal Nacional.

Com todo esse destaque, a ex-garota do tempo virou inspiração para crianças e jovens negras. Não à toa, o encontro da jornalista com Maria Alice, uma menininha que viralizou nas redes após ter visto a jornalista na TV e vibrado com o fato de as duas serem parecidas, foi um dos momentos mais fofos de ano.

Em participação no programa Altas Horas, Maju falou sobre a necessidade de driblar o racismo e o machismo que perpassam sua carreira. "Aquela história que virou meio clichê, de que você tem que fazer o dobro, é totalmente real. Você tem essa sensação quando você nasce uma mulher negra."

Eva Luana

Denuncie como uma garota

Em fevereiro, a foto em preto e branco do rosto de uma jovem viralizou nas redes sociais de famosas como Kéfera. Era a imagem da estudante de Camaçari (BA) Eva Luana, que, aos 21 anos, decidiu publicar no Instagram como passou nove anos sendo estuprada, abusada e torturada pelo padrasto, preso na mesma semana em que os posts foram para o ar.

Era o fim de um pesadelo e o começo de uma nova vida para Eva. "Hoje sou uma garota normal, que gosta de gatos e de fazer poses esquisitas", escreveu em um post.

Ao longo do ano, a baiana dividiu o seu tempo entre idas ao culto da igreja batista que frequenta, passeios com amigos e participações em eventos humanitários, onde relata sua história como porta-voz da prevenção e do combate à violência contra a mulher.

Eu não vivi, eu sobrevivi durante todos esses anos. Apesar de ser uma história muito pesada, é a minha história

Eva Luana, jovem que denunciou os abusos e tortura que sofria do padrasto

Tabata Amaral

Por mais mulheres na política

Da Vila Missionária, bairro da periferia de São Paulo, a jovem de 26 anos foi para Harvard e, de lá, para o Congresso Nacional. Em 2018, ficou em sexto lugar entre os mais votados no estado, garantindo uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Com a educação como principal bandeira, se destacou enfrentando o ministro da área. Quem não se lembra dela, em março, pedindo ao então ministro da Educação, Ricardo Vélez, que deixasse a pasta? E acaba de lançar o movimento Vamos Juntas, para aproximar mulheres da política.

Em um ano sob os holofotes, Tabata fez seu nome chegar longe, mas não sem polêmicas: firme em suas decisões, votou a favor da reforma da previdência, contrariando expectativas e os velhos caciques de seu partido.

O que falta para termos mais mulheres na política não é competitividade ou ambição. É a eliminação de todas as formas de violência política que as mulheres sofrem, que levam à sua exclusão sistemática

Tabata Amaral, deputada federal por São Paulo

Yasmine Sterea

Moda útil

Ex-editora de moda da revista Vogue, começou a refletir sobre a moda como expressão de autoconhecimento em uma viagem para Londres, em 2015. O período deu origem ao Free Free, plataforma que tem entre os projetos convidar mulheres vítimas de violência a ressignificar seus traumas pela estética.

Com o aval de mulheres como Alexandra Loras e Sabrina Sato, o Free Free promoveu um desfile na última São Paulo Fashion Week, em que levou para a passarela mulheres diversas -cadeirante, indígena, plus size, grávida, anã.

Integra, também, em parceria com o Ministério Público de São Paulo a campanha #a_gente, que convida homens e mulheres a lutarem juntos contra a desigualdade e a violência de gênero.

Ludmilla

A invocada

Na carreira, a artista deu um grande salto neste ano ao gravar com a rapper americana Cardi B. No amor, o pulo foi outro: assumiu um relacionamento com a bailarina e blogueira Brunna Gonçalves.

E não se intimidou ao denunciar a homofobia e o racismo. Após tornar público o namoro, declarou em uma entrevista que apareceram vários convites para comerciais e patrocínios, mas que também perdeu contratos.

Vaiada durante o Prêmio Multishow, por conta de uma disputa autoral com Anitta, Ludmilla se consagrou melhor cantora do ano e foi às redes mostrar um vídeo em que é possível ouvir alguém gritando "macaca" enquanto ela caminhava para receber o troféu.

"As coisas, pra mim e eu acho que pra maioria dos brasileiros, nunca foram fáceis", escreveu em post numa rede social. "E, com preconceito e julgamentos pelo tom de pele, vocês só complicam as coisas."

Adriana Carvalho

Botando as empresas pra trabalhar

O nome do cargo é grande: gerente da plataforma de princípios de empoderamento da ONU Mulheres. E a causa, nobre: estimular a igualdade de gênero no mercado de trabalho brasileiro.

Adriana trabalhou por quase 20 anos em empresas no país até ir para o órgão global. Na entidade, coordena o projeto que conta com a adesão de cerca de 300 empresas, como Coca-Cola, Renault, Uber, Unilever e Avon. Por meio do programa, a ONU Mulheres ajuda empresas a identificar diferenças em seus quadros de funcionários, principalmente em relação à disparidade de salários entre homens e mulheres e ao acesso feminino a cargos de chefia.

"Quando eles percebem o problema, querem resolver na hora", diz. "Acredito que o grande obstáculo sejam as questões socioculturais. Mulheres são sobrecarregadas de tarefas domésticas. Como sociedade, precisamos exigir estrutura, como creche e posto de saúde adequados, mas também sermos capazes de dividir melhor o cuidado com a casa entre homens e mulheres."

Irmã Dulce

Uma santa entre nós

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes levava moradores de rua para tomar banho, comer e dormir na casa de sua família em Salvador. Tinha 13 anos. Aos 19, quando entrou para o convento e adotou o nome da mãe, se tornou a Irmã Dulce.

Expandiu o trabalho de ajuda aos pobres, criou centros de acolhimento e ergueu um albergue para atendimento gratuito onde antes ficava um galinheiro. Era 1948. Hoje, o Hospital Santo Antônio é um dos maiores da Bahia.

Em outubro de 2019, 34 anos após a sua morte, foi canonizada pelo papa e se tornou Santa Dulce dos Pobres, a primeira mulher nascida no Brasil a ganhar o título da Igreja Católica. Chamada de frágil pelo porte franzino — tinha 1,48m—, Dulce mostrou força em atos de caridade, que, até hoje, ecoam no imaginário do povo brasileiro.

Não entro na área política. Meu partido é a pobreza. A minha política é a do amor ao próximo

Irmã Dulce, primeira santa nascida no Brasil

Winnie Bueno

Conectando livros e leitores

"Pede um livro!" O projeto criado pela acadêmica Winnie Bueno, que atua na luta antirracista, ganhou o Twitter em 2019. Conhecido como Tinder do Livros, o @winnieteca busca conectar pessoas negras que querem ler, mas não têm acesso a livros a pessoas que podem doar um exemplar.

Engajador, o projeto migrou do perfil pessoal de Winnie na plataforma para uma conta própria, com apoio do Twitter e do site Geledés.

A ideia, segundo ela, que também mantém comentários sobre questões raciais em sua conta pessoal, é que esse tema se espalhe e ajude pessoas negras em formação. "Embora as universidades, principalmente as públicas, tenham bibliotecas, os livros dos intelectuais negros não estão lá ou não estão em grande número dentro dessas bibliotecas."

Ilona Szabó

Adeus às armas

Uma das principais pesquisadoras na área de segurança pública no país, a cientista política dirige o Instituto Igarapé, referência em pesquisas e políticas sobre o assunto, e já foi eleita como líder global pelo Fórum Econômico Mundial.

No começo do ano, acabou ganhando atenção por algo que não fez. Foi convidada pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, para integrar como suplente, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Ela seria a única mulher do grupo. Mas, após reações críticas de eleitores de Jair Bolsonaro, o presidente barrou o convite.

O motivo? A visão crítica de Ilona sobre a flexibilização da posse de armas. Em entrevista a Universa, ela reiterou sua posição: "Não foram discutidos o impacto e as consequências [de um menor controle sob a posse de armas] sobre a família e o aumento do feminicídio. Seria a abertura do governo para um debate democrático e plural. Eu lamento."

Os brasileiros querem gente que pense no país, não gente que fica procurando inimigos

Ilona Szabó, especialista em segurança pública

Maísa

Uma grande garota

Aos 17 anos, e na televisão desde os cinco, a apresentadora tem 30 milhões de seguidores nas redes sociais e é uma das vozes mais ouvidas entre as jovens brasileiras.

No Programa da Maísa, do SBT, em entrevistas e em posts na internet, defende o feminismo, alerta garotas sobre o perigo dos relacionamentos abusivos, critica a opressão dos padrões estéticos e dá um chega pra lá em quem ousa dizer como uma mulher deve se comportar.

Também já deu algumas lições sobre homofobia e machismo para o patrão, Silvio Santos, em rede nacional.

Nina Silva

Apoio para empreendedores negros

A empreendedora criou o movimento Black Money para educar e criar uma rede de apoio para empreendedores negros. Formada em administração, trabalhou por anos como gerente de projetos em grandes empresas e enfrentou preconceito e resistência ao chefiar times de homens brancos.

A atuação no mercado de gestão de negócios e as falas sobre a importância da inclusão no ambiente de trabalho fizeram Nina ser eleita uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil em 2019 pela revista Forbes. No ano anterior, já tinha sido escolhida entre as cem pessoas afrodescendentes mais influentes do mundo com menos de 40 anos em uma iniciativa chancelada pela ONU.

Os prêmios abriram caminho para que ela pudesse fazer, em outubro deste ano, uma série de palestras nos Estados Unidos. "Não somos iguais, mas as oportunidades deveriam ser", diz Nina.

Paloma Costa

A nossa Greta

Durante a Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, uma personalidade brasileira se sentou ao lado de Greta Thunberg, a jovem ambientalista sueca, eleita como personalidade do ano pela revista Time.

Não foi uma política ou uma empresária, e sim a estudante de direito da Universidade de Brasília e coordenadora na ONG Engajamundo Paloma Costa. No assento VIP, em Nova York, a jovem se dirigiu a líderes mundiais.

"Precisamos ver a Amazônia pegando fogo para agir? Desde a minha primeira greve climática, meio bilhão de árvores foram destruídas na Amazônia", disse. No discurso, também defendeu os povos indígenas, afirmando que eles vêm resistindo há anos e questionando a capacidade da humanidade de se adaptar às transformações planetárias. Atualmente, Paloma também trabalha em projetos de educação climática para crianças e adolescentes.

Leiliane Rafael

Enquanto você filmava

Enquanto um grupo de pessoas só observava ou filmava, ela arregaçou as mangas para salvar a vida de um motorista de caminhão envolvido no acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat e o piloto do helicóptero em que ele estava, Ronaldo Quattrucci, em fevereiro deste ano.

O vídeo do salvamento viralizou, e Leiliane chegou a ser chamada de Mulher Maravilha. Mãe de três crianças, descobriu uma malformação arteriovenosa após o nascimento da terceira filha. Por essa condição, ela não poderia carregar peso ou passar por situações de estresse —tudo o que fez durante o acidente. "Mas eu não pensava em nada disso. Eu estava ligada no 220".

Após a repercussão do salvamento, a vendedora conseguiu tratamento médico para seu problema de saúde. "Estou orgulhosa de mim, mas sinto que poderia ter feito mais alguma coisa."

É amor ao próximo, mas as pessoas estão mais preocupadas em gravar vídeos para mandar no grupo do Whatsapp

Leiliane Rafael, vendedora e camelô que ajudou caminhoneiro no acidente de Ricardo Boechat

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