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Direitos da mulher

Lágrimas e desafio se misturam do lado de fora da Suprema Corte dos EUA após decisão sobre aborto

Manifestação em frente à Suprema Corte dos EUA na tarde desta sexta-feira (24) - Luciana Rosa/UOL
Manifestação em frente à Suprema Corte dos EUA na tarde desta sexta-feira (24) Imagem: Luciana Rosa/UOL

Por Katanga Johnson e Rose Horowitch

24/06/2022 18h44

WASHINGTON (Reuters) - Alguns derramaram lágrimas de alegria, outros pareciam abatidos ou cantavam em tom de desafio que a batalha ainda não havia sido perdida, entre as centenas de manifestantes do lado de fora da Suprema Corte dos Estados Unidos que comemoraram ou condenaram a decisão do tribunal de reverter o direito ao aborto no país.

Apesar de ter havido medo de que a questão emocionalmente carregada pudesse gerar violência, as manifestações por adversários e defensores do direito ao aborto, muitos deles estudantes universitários, foram realizadas de forma pacífica, com os dois grupos em lados separados do prédio do tribunal na First Street, em Washington, D.C.

Muitos se reuniram na sexta-feira antes de o tribunal tomar a decisão dramática de reverter a decisão histórica de 1973 Roe vs. Wade, que reconhecia o direito constitucional da mulher ao aborto e o legalizava nacionalmente.

"Estou cheia de gratidão pela Suprema Corte que assumiu a responsabilidade de tomar essa decisão corajosa de salvar esses bebês", disse Macy Petty, de 22 anos, da Carolina do Sul.

Pesquisas de opinião mostram que a maioria dos norte-americanos defende o direito ao aborto. Mas reverter Roe vs. Wade era um objetivo de republicanos e de conservadores cristãos há décadas, com marchas anuais em Washington, incluindo em janeiro deste ano.

Cerca de uma dúzia de parlamentares mulheres democratas caminharam do lado de fora do Capitólio para falar com os manifestantes sobre direitos ao aborto, incluindo a progressista Alexandria Ocasio-Cortez, que gritou "às ruas".

Entre os ativistas pelo direito do aborto, Sam Goldman, de 35 anos, descreveu a decisão do tribunal como "ilegítima".

"Maternidade forçada é ilegítima. Isso não pode ficar assim. Aborto legal em território nacional é o que precisamos e as pessoas precisam lotar as ruas e não parar até que esta demanda vença", disse Goldman.

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