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Direitos da mulher

Após proibição nos EUA, Lizzo promete doar R$ 2,6 milhões a ONG pró-aborto

A cantora Lizzo - Reprodução/Instagram
A cantora Lizzo Imagem: Reprodução/Instagram

Mariana Gonzalez

De Universa, em São Paulo

25/06/2022 13h13

A cantora Lizzo anunciou hoje, nas redes sociais, que doará US$ 500 mil a uma organização de direito ao aborto e ao planejamento familiar, depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu ontem pela revogação da lei que permite aborto legal e seguro no país.

"Estou prometendo [doar] US$ 500 mil da minha próxima turnê para a Planned Parenthood e Abortion Rights. A Live Nation concordou em igualar [o valor] para chegar a US$ 1 milhão", escreveu neste sábado, no Instagram. Convertido para a moeda brasileira, o valor doado pela cantora será de R$ 2,6 milhões, que somado à quantia repassada pela Live Nation ultrapassa os R$ 5 milhões.

"Organizações como essa precisarão de financiamento para continuar oferecendo serviços às pessoas mais prejudicadas por essa proibição", afirmou, lembrando que mulheres negras e não brancas são as mais afetadas pelas dificuldades de acesso a um procedimento legal e seguro.

Entenda

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu na última sexta-feira (24) derrubar o direito constitucional ao aborto legal, em vigor no país desde 1973. A decisão vai resultar na proibição do serviço de interrupção da gravidez em quase metade dos estados americanos.

O país tem uma jurisprudência favorável ao aborto conhecida como Roe versus Wade. Por causa de uma decisão da corte, de 49 anos atrás, autorizando a interrupção de gravidez para um caso específico, a regra passou a valer em todo o país onde havia leis similares em vigor, estipulando que "o direito ao respeito da vida privada, presente na 14ª Emenda da Constituição (...), é suficientemente amplo para ser aplicado à decisão de uma mulher de interromper, ou não, sua gravidez".

Pelo sistema federativo, cada estado regulamentou o tema de forma autônoma, desde seguindo a decisão nacional.

Com a nova decisão, há espaço para que os estados possam restringir o acesso ao serviço —que continua garantido, mas poderá haver diversas ressalvas quanto aos casos em que será autorizado.

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