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Ayres Britto cita tratamento desigual à mulher e defende aborto de menina

Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF - Pedro Ladeira/Folhapress
Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Colaboração para o UOL

24/06/2022 16h00Atualizada em 24/06/2022 16h00

O jurista Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), relacionou o tratamento desigual às mulheres com a discussão em torno do aborto em uma criança de 11 anos vítima de estupro.

"Se nós, homens, engravidássemos, interromper a gravidez de uma pessoa com apenas 11 anos de idade seria a coisa mais natural, mais civilizada e justa deste mundo", escreveu Britto no Twitter.

A menina de 11 anos, vítima de um estupro em Santa Catarina e que teve o aborto negado pela Justiça catarinense, teve a gestação interrompida anteontem. A informação foi divulgada pelo Ministério Público Federal (MPF) no início da tarde de ontem.

Em nota, o MPF afirma que o Hospital Universitário (HU) Polydoro Ernani de São Thiago, vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina, que havia negado a realização do aborto inicialmente à garota, foi procurado na quarta-feira, 22, pela mãe e pela criança, e que "adotou as providências para interrupção da gestação da menor".

O episódio veio à tona na última segunda-feira, 20, quando gravações de uma audiência mostram a juíza Joana Ribeiro Zimmer, da Comarca de Tijucas (cidade a 30 quilômetros de Florianópolis), e então responsável pelo caso, sugerindo à menina que suportasse a gravidez por mais algumas semanas para conseguir dar à luz ao bebê. Os diálogos foram divulgados em reportagem publicada pelo portal Catarinas e o The Intercept Brasil.

Joana Ribeiro Zimmer já não está mais à frente do caso. No último dia 15, antes da publicação da reportagem, ela foi promovida e transferida para a 1ª Vara Comercial de Brusque.

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