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Procuradora espancada: Agressor tem prisão preventiva requerida por polícia

Procurador Demétrius Oliveira de Macedo foi suspenso da prefeitura de Registro (SP) e teve prisão preventiva solicitada pela polícia - Reprodução/Redes sociais
Procurador Demétrius Oliveira de Macedo foi suspenso da prefeitura de Registro (SP) e teve prisão preventiva solicitada pela polícia Imagem: Reprodução/Redes sociais

Colaboração para Universa

22/06/2022 16h05

O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, gravado agredindo a procuradora-geral da prefeitura de Registro (SP), Gabriela Samadello Monteiro de Barros, teve a prisão preventiva solicitada à Justiça hoje. O caso foi registrado na última segunda-feira (20), após o homem tomar conhecimento de um pedido de abertura de processo contra ele, feito por Gabriela, devido a supostas posturas agressivas com colegas.

O delegado Daniel Vaz Rocha, do 1° Distrito Policial de Registro, no interior de São Paulo, pediu a prisão do agressor na 1ª Vara Criminal da cidade. Na noite de hoje, o juiz Raphael Ernane Neves expediu mandado de prisão contra Demétrius de Macedo, sob a justificativa que "nenhuma das medidas alternativas se revela pertinente".

Segundo o despacho do delegado, o investigado "vem tendo sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo às vidas delas, e consequentemente, à ordem pública".

Mais cedo, a procuradora se pronunciou pela primeira vez desde o crime e alegou já ter medo do colega procurador, mas que nunca imaginou que a situação pudesse virar um episódio de violência.

O inquérito policial instaurado para apurar o caso reuniu fotos e vídeos da agressão, além de depoimento da procuradora-geral, para fundamentar o pedido de prisão preventiva.

Após a grande repercussão do flagrante de violência, hoje, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, informou sobre o pedido de prisão dizendo que o caso não passará impune: "Que a Justiça faça a sua parte e puna todo e qualquer covarde que agrida uma mulher".

Não tolere violência

O Ligue 190 é o número de emergência indicado para quem estiver presenciando uma situação de agressão. A Polícia Militar poderá agir imediatamente e levar o agressor a uma delegacia.

Também é possível pedir ajuda e se informar pelo número 180, do governo federal, criado para mulheres que estão passando por situações de violência. A Central de Atendimento à Mulher funciona em todo o país e também no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita.

O Ligue 180 recebe denúncias, dá orientação de especialistas e encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. Também é possível acionar esse serviço pelo WhatsApp. Nesse caso, acesse o (61) 99656-5008.

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