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Esposa de polígamo fala da relação com 7 mulheres: 'Também fico com outros'

Luana é a primeira mulher de Arthuro, e hoje, assim como ele, se relaciona com mais sete mulheres. Todos moram na mesma casa - Acervo pessoal
Luana é a primeira mulher de Arthuro, e hoje, assim como ele, se relaciona com mais sete mulheres. Todos moram na mesma casa Imagem: Acervo pessoal

Rafaela Polo

De Universa, São Paulo

29/04/2022 12h48

A história do empresário Arthuro Daniel, de 35 anos, que tem oito mulheres, repercutiu muito nos últimos dias. Todo mundo queria entender como é a dinâmica nessa casa onde ele é o único homem. Universa conversou com sua primeira mulher, Luana Kazaki, 25 anos, natural do interior da Paraíba e também empresária. Os dois mantêm um relacionamento de amor livre há sete anos, para entender como eles foram de um casal para uma casa cheia de outras mulheres.

"Nós optamos por viver o amor livre, juntamente. Queríamos algo diferente, experimentar coisas novas. Ele sempre teve esse fetiche de me ver com outros homens. Então, primeiramente, era sempre eu com outras pessoas, não ele", conta Luana.

No começo, Luana saia com os seus "contatinhos" e contava para Arthuro as experiências. Mas por ser uma mulher bissexual, ela também tinha vontade de vivenciar mais uma mulher com o casal. "Já que vivíamos algo diferente, resolvemos ir além", explica.

Pelas redes sociais, eles conheceram a Tainá, enquanto passavam uma temporada no Recife. O casal saiu com ela algumas vezes e rolou uma química. "Depois de um tempo, ela veio morar com a gente. Viramos um trisal", conta Luana.

Com os contatos da própria Tainá e algumas baladas que eles frequentaram, o trio conheceu mais mulheres, fazendo amizades, saindo e aumentando os laços amorosos. Hoje, Arthuro e as sete mulheres moram juntos na mesma casa, que tem três quartos.

Juntos há sete anos, Arthuro e Luana sempre tiveram um relacionamento aberto. Quem começou ficando com outras pessoas foi ela. - Acervo pessoal - Acervo pessoal
Juntos há sete anos, Arthuro e Luana sempre tiveram um relacionamento aberto. Quem começou ficando com outras pessoas foi ela.
Imagem: Acervo pessoal

Não foi simples assim incluir outras mulheres na relação. Apesar de ser bissexual, Luana tinha muito ciúme e não queria dividir o Arthuro com ninguém. "Mas como eu saía com várias pessoas, senti curiosidade de vê-lo com outras mulheres também. Abri o jogo com ele e disse que tinha essa fantasia. Ao experimentar, passei a gostar. Hoje sou viciada em vê-lo com outras", diz Luana. Mas o ciúme não passou em um passe de mágica, os dois conversam muito. "No amor livre tem muito diálogo. É diferente de outros relacionamentos", conclui.

Por terem essa escolha, de estarem sempre abertos para outras experiências, Luana continua saindo com outros homens. Dentro de casa, o flerte também é livre: todas as mulheres são bissexuais, então todo mundo pode pegar todo mundo - sem restrições ou julgamentos.

"O sexo entre nós não é planejado. Temos vários quartos em casa. Se Arthuro está com duas mulheres em um, por exemplo, pode acontecer. Enquanto as outras estão espalhadas pela sala, cozinha? Começa ali e se rolar, rolou. Quem quiser participar, participa. Como já aconteceu várias vezes", explica Luana.

Golpe de marketing?

Luana afirma que já chegou a ser abordada em um supermercado para perguntar se a história de seu relacionamento é verdade mesmo. "As pessoas têm dificuldade de aceitar. Acha que somos fakes para chamar a atenção. Mas eu entendo", diz.

Luana, no entanto, diz que isso só acontece porque as pessoas têm a mente muito fechada. "Eu consigo compreender que as pessoas têm a mente formada para cada tipo de coisa e o nosso relacionamento não é realmente normal de se ver. Mas isso acontece porque elas não têm o conhecimento do amor livre. São pessoas com a mente fechada", diz.

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