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Pele e cabelos afetados pelo mau-humor: veja dicas para resolver problema

Pele e cabelos sentem os impactos do estresse - Getty Images
Pele e cabelos sentem os impactos do estresse Imagem: Getty Images

Karina Hollo

Colaboração para Universa

10/01/2022 04h00

Não é só o dia que fica cinzento e o olhar que perde o brilho quando a gente não está lá de muito bom humor. Sua pele e seus cabelos também sentem o impacto - até porque, esse estado emocional pode ser sintoma de estresse.

"Evidências apontam que pessoas dominadas pelas emoções negativas têm mais risco de desenvolver uma série de doenças", diz Eduardo Netto, profissional de educação física e diretor técnico da Bodytech. "Embora os mecanismos por trás dessa relação não estejam totalmente claros, é amplamente aceito que o mau humor traz um nível de estresse e tensão que parece estar relacionado ao aparecimento de diversos distúrbios clínicos", continua ele.

Pele de mau humor


Quando estamos chateadas, nosso organismo pode liberar excessivamente o cortisol. "E essa substância gera degradação do colágeno, liberação de radicais livres e diminuição da oxigenação da pele", observa a dermatologista Iwyna França Vial.

Os sintomas mais comuns na pele são descamações, manchas vermelhas, ressecamento, desidratação, oleosidade excessiva e poros dilatados. Resumindo: envelhecimento precoce da pele. "Olheiras fundas e escuras também podem ser produto de mau humor, estresse e noites mal dormidas. Tudo isso causa uma congestão de vasos sanguíneos na região abaixo dos olhos", explica Iwyna.

Quando a situação se agrava


É inevitável que surjam momentos de estresse e ansiedade. E essas alterações emocionais podem impactar na saúde física - inclusive da pele. "Quando essas situações de tensão são constantes, há um aumento da produção do hormônio cortisol e isso pode afetar o sistema imunológico", diz o dermatologista Otávio Macedo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Então, podem ocorrer problemas como psoríase, uma doença inflamatória e crônica que se caracteriza por placas avermelhadas com descamação que se formam nos cotovelos, palmas das mãos e plantas dos pés, joelhos e couro cabeludo. E ainda vitiligo, outra doença crônica que se caracteriza pela redução ou falta de melanina, com o aparecimento de manchas brancas em diversas regiões do corpo. "Dermatite atópica também é agravada por causa do estresse, provocando ressecamento nas palmas das mãos e nas dobras anteriores dos cotovelos e posteriores dos joelhos", diz Otávio.


Cabelo de mau humor

Além disso, é comum que em situações de estresse o corpo entenda que os cabelos não são importantes, direcionando vitaminas e proteínas a outras partes do organismo, mais essenciais e prioritárias. O resultado? Enfraquecimento e até queda. Sim, você pode sofrer de uma queda capilar temporária, impulsionada por este momento de grande tensão.

"Além da liberação de cortisol e da escassez dos nutrientes já explicada, em caso de estresse, há uma produção aumentada de estriol, uma substância que impede a entrada de nutrientes na região capilar, o que desacelera o crescimento dos cabelos", continua ela.

Como lidar?


Em primeiro lugar: se seu mau humor é constante e te impossibilita de executar suas tarefas diárias você precisa de ajuda. Procure um psiquiatra de sua confiança e não subestime os sinais que o corpo e a mente dão de que não está tudo bem. Como fugir de situações estressantes nem sempre é uma opção, vão algumas dicas: tente valorizar os momentos de prazer no seu dia a dia, assistir sua série preferida, ouvir a sua playlist, ler um livro. Tudo isso ajuda a aliviar a tensão. "E também manter uma dieta alimentar equilibrada, caprichar no skincare, mesmo que básico, com sabonete facial, hidratante com antioxidante (pode ser a vitamina C) e protetor solar", aconselha a dermato.


Mexa o corpinho


Uma rotina de exercícios físicos pode mudar seu estado de humor, trazendo efeitos extremamente positivos. "A prática de atividade física está associada à melhora de diversas funções cognitivas, incluindo a memória e até mesmo o raciocínio. De forma bem resumida, podemos afirmar que ela ativa a ação dos neurotransmissores como dopamina, serotonina e endorfina, que proporcionam a sensação de bem-estar, melhorando o humor e a autoestima", conta Eduardo.

Os exercícios ainda aumentam o fluxo sanguíneo, permitindo uma maior nutrição das células da pele. "O sangue transporta oxigênio e nutrientes para todas as células em funcionamento em nosso organismo, incluindo a pele. Além de fornecer oxigênio, o fluxo sanguíneo possui uma importante função que é da remoção dos produtos residuais, incluindo radicais livres", diz ele.


E vá para a cama


Otávio Macedo lembra ainda que é importante regular o sono (e dormir pelo menos 7 horas por noite), adotar uma alimentação equilibrada e tomar aqueles 2 litros de água. "Está tudo conectado. Não adianta ajustar os cuidados com a pele sem resolver o que está desencadeando ou piorando o problema."

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