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Autora de 'Sex and the City' diz que série não era 'muito feminista'

De Universa

19/10/2021 12h05

Exibida entre 1998 e 2004, a série "Sex and the City" ainda é um dos programas mais lembrados e queridos da televisão americana —tanto é que, neste ano, ganhará uma sequência, com estreia prevista para dezembro na HBO Max. Um dos segredos do sucesso foi trazer, pela primeira vez para um grande público, a discussão sobre independência feminina e liberdade sexual.

Mas Candance Bushnell, a autora do livro que deu origem aos episódios estrelados pela personagem Carrie Bradshaw, não tem a mesma impressão sobre o programa. Em entrevista ao jornal "New York Post" ela disse que, ao contrário de muitos fãs atuais, não considera a série feminista, principalmente pelas incessantes tentativas de Carrie de ficar com seu namorado ioiô, Mr. Big.

"A realidade é que encontrar um cara talvez não seja a melhor escolha econômica a longo prazo. Os homens podem ser muito perigosos para as mulheres de muitas maneiras diferentes. Nunca falamos sobre isso, mas é algo em que as mulheres precisam pensar: você consegue fazer muito menos quando tem que confiar em um homem", afirmou Bushnell ao Post. "O programa e a mensagem passada não eram muito feministas no final das contas."

"Não vejo a série da mesma da mesma forma que outras pessoas. Não analiso tudo. É um ótimo programa, é muito engraçado. Mas existem fãs que... É como se o programa realmente os guiasse", disse.

A autora vai estrear um monólogo em Nova York em novembro, que é também uma continuação de seu livro que deu origem ao seriado. Sobre a sequência de "Sex and the City" para a televisão, ela disse que "com certeza vai assistir". "Espero que continue por seis temporadas, aí eu recebo um pouco de dinheiro", brincou.

"A HBO vai ganhar com isso. Eles vão explorar o máximo que puderem. Reiniciaram 'Gossip Girl'. Se não reiniciassem 'Sex and the City', seria muito estranho."

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