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Microagulhamento: como funciona a técnica que melhora a aparência da pele

Microagulhamento pode ser utilizado nos lábios, rosto, couro cabeludo e corpo Imagem: iStock

Karina Hollo

Colaboração para Universa

16/10/2021 04h00

Nos últimos meses o feed do Instagram tem estado repleto, principalmente nos stories, de gente fazendo microagulhamento nos lábios com ácido hialurônico. Já viu? Essa técnica também funciona para o rosto, para o couro cabeludo e até para o corpo. "Desde que o microagulhamento foi introduzido na dermatologia estética a lista de indicações não para de crescer", diz a dermatologista Lídia Machado, da Clínica Juliana Piquet, no Rio de Janeiro.

A médica conta que o procedimento começou a ser aplicado no rosto para tratamento de melasma e cicatrizes de acne, depois para rugas. "No couro cabeludo, é usado como tratamento adjuvante, principalmente na alopécia androgenética (a calvície), mas também é utilizado para acelerar o crescimento."

No corpo, o microagulhamento serve para tratar estrias e leucodermia solar— aquelas manchinhas brancas que vão surgindo nos braços e pernas por exposição crônica ao sol. E, recentemente, a aplicação nos lábios vem se tornando mais popular. Se você também ficou curiosa para entender por que tanta gente tem se rendido a essa técnica com agulhas, nós explicamos a seguir.

Microagulhamento nos lábios

Indicado para quem está com os lábios ressecados e quer revitalizar a área. "O microagulhamento provoca uma indução da produção de colágeno e o ácido hialurônico hidrata. Então, conseguimos rejuvenescer a região sem necessidade de preenchimento, se a paciente não quer volume", conta Lídia.

Nesse caso, a dor é leve e pode ser aliviada com o uso de creme anestésico. Em tempo: o efeito de aumento de volume que vemos nas fotos do Instagram é resultado de um inchaço logo após o procedimento. "Os lábios são muito irrigados e sensíveis e têm uma estrutura que favorece a ocorrência de edema. A área também pode apresentar vermelhidão de algumas horas até dois dias", explica a dermatologista.

A médica diz que não há contraindicação, mas é preciso muito cuidado quando a paciente tem tendência a queloide. "Atenção também para quem tem herpes labial. É preciso esperar pelo menos 30 dias para que as lesões desapareçam antes de fazer o microagulhamento", fala a médica. O procedimento leva 30 minutos e é indicado a cada 30 dias.

Se a ideia é adicionar cor, técnicas como a BB Lips, do TP Beauty Lounge, no Rio de Janeiro, prometem hidratação, luminosidade, rejuvenescimento, suavização das linhas e fissuras e estimulação de colágeno. "São usados séruns para tratamento que podem ter tonalidade caso a cliente queira uma nuance mais vermelha, rosinha ou nude", conta Cleo Sampaio, designer facial. Depois, não pode tirar as casquinhas para uma melhor cicatrização e nem usar batom na primeira semana. É preciso, ainda, manter a região sempre limpa e usar hidratante labial com filtro solar.

Microagulhamento também pode ser utilizado no couro cabeludo Imagem: iStock

Microagulhamento no couro cabeludo

Aqui, o microagulhamento funciona facilitando o drug delivery, técnica para potencializar a penetração de ativos como finasterida, minoxidil, vitaminas e fatores de crescimento. "O agulhamento promove uma resposta inflamatória controlada que produz fatores de crescimento que estimulam o surgimento dos novos fios. O LED (laser de baixa intensidade que é feito antes da aplicação) aumenta a absorção da medicação e melhora a respiração das células do bulbo capilar, turbinando o resultado", diz a dermatologista.

O tratamento é indicado para alopécia androgenética (calvície) e após transplante capilar, mas também pode ser utilizado para otimizar o crescimento dos fios. A frequência ideal da aplicação é a cada 30 dias. Causa dor leve que pode ser aliviada com spray anestésico.

Microagulhamento no rosto

A técnica tem sido bastante utilizada para estimulação do colágeno da pele e redução dos sinais de envelhecimento. As agulhas muito finas facilitam a aplicação de substâncias no rosto, para melhora da aparência das rugas, flacidez, cicatrizes de estrias e acne. No tratamento, são causados micro ferimentos e vermelhidão, estimulando naturalmente a regeneração da pele. Antes é aplicada pomada anestésica para aliviar o incômodo.

O BB Glow, por exemplo, é um tratamento facial que, com microagulhamento, uniformiza o tom da pele, criando um efeito de base homogênea e natural, como um BB Cream. "O tratamento suaviza manchas de sol, melasma, cicatrizes de acne e olheiras, além de melhorar a aparência dos poros, o ressecamento da pele e linhas finas", diz Tina Botto, esteticista e massoterapeuta do Royal Studio, no Rio de Janeiro.

"Pacientes com acne ativa ou com alguma infecção não podem se submeter ao procedimento. E casos de pele muito sensível e com queloide precisam ser avaliados com cuidado", diz a dermatologista Lídia. Os alérgicos devem informar o tipo de alergia para a escolha da medicação associada, se houver. "É preciso muito cuidado com sol após o procedimento para não sofrer com hiperpigmentação da pele. Por isso, pacientes com pele negra podem fazer o tratamento, mas com cuidados redobrados."

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