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Show que Sabrina viu na Tailândia é pompoarismo? Fisioterapeuta explica

Sabrina Sato durante o programa "Que História É Essa, Porchat?" do GNT - Reprodução / YouTube
Sabrina Sato durante o programa "Que História É Essa, Porchat?" do GNT Imagem: Reprodução / YouTube

Ana Bardella

De Universa

15/10/2021 04h00

A apresentadora Sabrina Sato participou da última edição do programa "Que História é essa, Porchat?" e contou uma história para lá de engraçada: em viagens internacionais, ela disse ter assistido a dois "ping pong shows", nome dado a apresentações eróticas nas quais os artistas —em sua maioria mulheres— usam músculos pélvicos para manipular ou arremessar objetos por meio da vagina ou do ânus. Os shows recebem esse nome porque as bolas de pingue-pongue são os objetos mais comuns usados durante as performances.

Em um deles, na Tailândia, Sabrina disse ter ficado impressionada. "Tinha uma mulher que tirava todas as bandeirinhas, de todos os países [da vagina], e não parava. Tem a que solta dardos, a que fuma [pelo canal vaginal]. E tem o ping-pong, que solta a bolinha [pela região íntima]", detalhou, entre risadas dos demais convidados. "É uma força que elas têm, é um controle, é um negócio", resumiu.

A fisioterapeuta Ana Gehring, que publica conteúdos sobre saúde íntima por meio do Instagram Vagina Sem Neura, relembra que esteve na Tailândia em 2020 e assistiu aos shows para entender o funcionamento das apresentações. Segundo ela, os movimentos não são feitos com o clássico "contrai e solta", base do pompoarismo.

Fui bastante curiosa para entender como eram feitas as manobras, se elas eram realmente possíveis. Só que, para a minha surpresa, os movimentos não são feitos com o clássico 'contrai e solta', base do pompoarismo. É bem o contrário disso.

"A maior parte das manobras são de expulsão, usando um mecanismo semelhante ao do parto", diz. "Apesar de não ter avaliado nenhuma artista de perto, sentei bem próximo durante o show e era visível que muitas tinham um assoalho pélvico enfraquecido, com o abdômen em diástase, que acontece quando a região perde sua força de sustentação."

Ana explica que, durante os atendimentos, quase nunca pede às mulheres que façam os movimentos de expulsar, somente de contrair. "A expulsão já é natural do corpo, é o movimento de quando evacuamos. Alguém sem orientação que tenta, por exemplo, expulsar bolinhas tailandesas vendidas em sex shop, pode acabar se machucando, porque são manobras que não levam a nenhum benefício para o corpo", diz.

Fortalecimento pélvico melhora a vida sexual e a saúde

A especialista relembra que o fortalecimento pélvico, quando feito da maneira correta, oferece benefícios à saúde, como o aumento da lubrificação. E ainda pode ajudar no controle da urina e das fezes e não permitir que a bexiga perca sua sustentação. Além disso, um dos motivos pelos quais as pessoas mais procuram o pompoarismo está em aumentar o prazer dos parceiros e de si mesma.

Quando a vagina tem força, resistência, agilidade, coordenação e relaxamento, consegue fazer uma série de manobras que massageiam o pênis e facilitam o orgasmo.

Ela recomenda que os exercícios mais básicos, de contrair e soltar, que são semelhantes ao movimento do corpo de segurar a urina, sejam feitos todos os dias, pelo menos 10 minutos por dia. "Ao contrário do que muita gente acredita, não é preciso necessariamente ter acessórios para começar. No entanto, a recomendação é de que se procure um profissional da fisioterapia pélvica, a fim de receber uma orientação personalizada de acordo com as próprias necessidades", ela orienta.

Depois de algum tempo praticando, é possível "brincar" com a ordem e a intensidade dos movimentos, fazendo as manobras conhecidas no pompoarismo como "ordenhar," "chupitar", "estrangular" e "travar".

"Lembrando que esses são nomes que apenas simulam os movimentos. Ninguém consegue, por exemplo, prender um pênis dentro da vagina. Mas, colocados em prática, eles são bastante prazerosos para ambas as partes", avisa.

Por fim, Ana explica que, como em qualquer outro exercício físico, só é possível começar a notar as diferenças cerca de 40 dias depois de começar a colocá-los em prática. "E sempre é bom lembrar: homens também podem e devem fortalecer a musculatura pélvica. Eles ajudam a manter a ereção e controlar melhor a ejaculação", finaliza.

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