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Universa lança vídeo-manifesto sobre beleza e autocuidado

Isabella Marinelli

De Universa

13/09/2021 08h00

Universa lança hoje o "Manifesto por uma beleza mais Universa", vídeo que defende a jornada de autoconhecimento que acontece por meio do autocuidado e da beleza. Ele foi desenvolvido a partir de uma poesia exclusiva da escritora brasileira Ryane Leão, que narra e também protagoniza as cenas. Além dela, participam ainda as maquiadoras Fabi Gomes, Magô Tonhom e Savana Sá, a criadora de conteúdo Babi Louise e a apresentadora Cris Guterres. O vídeo é uma produção do UOL em parceria com a produtora Bela Baderna, sob direção de Fernanda Frazão.

O ponto de partida para a criação do manifesto foi uma pesquisa encomendada por Universa e realizada pelo instituto de pesquisa Studio Ideias, de São Paulo, entre agosto de 2020 e janeiro de 2021. O documento é resultado de uma imersão comportamental com o objetivo de compreender as mudanças no jeito de consumir conteúdo e produtos de moda e de beleza nos últimos anos. Mas observa, especialmente, como a pandemia afetou a relação das mulheres com a beleza e o autocuidado.

"O encontro social é um lugar que funciona como forma de espelho. E, na falta do convívio, o que aconteceu com as referências de beleza, moda e autocuidado, uma vez que esses assuntos sempre tiveram pautados num ambiente social? A gente queria entender o que estava acontecendo. E descobriu que, para algumas mulheres, esta fase significou a possibilidade de um reencontro. Por que eu gosto? Por que eu tenho ou deixo de ter determinado hábito? Questionamentos começaram a surgir nesse sentido", afirma Camila Holpert, fundadora da Studio Ideias e coordenadora da pesquisa.

O trabalho foi desenvolvido em quatro atos e ouviu mulheres de todas as regiões do Brasil a partir dos 18 anos de idade. "Tivemos etapas qualitativas em dois momentos, incluindo diários em que as mulheres reportaram como se cuidam na intimidade e entrevistas individuais. A partir dos resultados e também com os movimentos do mercado, seguimos para uma etapa quantitativa para dimensionar o que encontramos até então", explica Camila.

Fabi Gomes, maquiadora e colunista de Universa, é uma das protagonistas do vídeo-manifesto Imagem: Nina Jaccobi/UOL

Onde estávamos?

Na década de 2010, moda e beleza passaram por um rápido processo de transformações. A primeira metade da década foi marcada por uma série de fatores econômicos, sociais e culturais que promoveu a abertura desse universo a um número maior de pessoas no mundo todo. Os lançamentos de smartphones e de redes sociais, como o Instagram, impulsionaram a cultura da imagem. Ao mesmo tempo, as pautas identitárias e feministas também avançaram, alavancadas pelas redes sociais. Surgiram, então, movimentos em defesa da liberdade e da aceitação de corpos e cabelos, o ativismo pela inclusão de gênero e raça ganharam a força dos influenciadores digitais.

Esses fatores aceleraram mudanças no que diz respeito à representatividade. Revistas e veículos femininos passaram a romper com padrões estéticos até então dominantes. Houve uma ascensão das blogueiras, à época, mulheres comuns que usavam os canais digitais para trocas de experiências —tutoriais, resenhas de produtos, "maquie-se comigo"—, um gap de serviços ainda não coberto pela mídia tradicional.

Eram os novos espelhos: referências de diversidade e pluralidade, até então escassas, que passaram a ocupar mais espaço no léxico imagético das mulheres —um ponto importante para a representatividade. De acordo com a pesquisa do Projeto ELAS, 72,5% concordam que as mulheres, hoje, são mais livres para ter a beleza que querem —número que cai para 56% e 69% sob a perspectiva de jovens e pretas, respectivamente.

"A pandemia chega, portanto, nessa transformação. A gente vinha em um ciclo de experimentação, de novos modelos, mas nem sempre acompanhados da pergunta do que faz sentido para mim. Então, no isolamento social, para além das referências externas, as mulheres que podem e estão disponíveis para questionamentos começam a se perguntar o que o espelho delas está dizendo. Para algumas, o afastamento do contato social trouxe uma pausa e um espaço para provocação", diz Camila.

Cris Guterres, colunista de Universa e apresentadora, é uma das protagonistas do vídeo-manifesto Imagem: Nina Jaccobi/UOL

Jornada coletiva X jornada individual

Os excessos de um ciclo de consumo anterior e o avanço das lutas coletivas levaram a questionamentos e a uma revisão de valores. Um dos resultados foi o fortalecimento da ideia do cuidado em relação ao planeta e ao próprio corpo. Em um mundo que muda rápido e, por vezes, é hostil, esse se tornou um espaço de autopreservação. Muitas vezes, o despertar para um novo jeito de se olhar e encarar a beleza se deu como reação a questões de saúde mental.

Por outro lado, a autoestima segue com muitos gargalos. Apesar do avanço em termos de representatividade e da sensação de liberdade, os dados mostram que há uma dualidade. Embora haja a percepção de um ambiente mais plural, as mulheres ainda se sentem limitadas por padrões de beleza. Cerca de 48,7% delas acreditam que a moda e a beleza são prisões, e o número cresce para 60% entre as adolescentes. Além disso, 45,5% relatam a sensação de pressão para se encaixar em padrões estabelecidos, valor que, novamente, cresce entre as mais novas —nesse caso, salta para 65%. Quando se fala em forma física, 53% assumem que gostariam de ter um corpo diferente do atual.

"Referências dão mais liberdade, mas isso não significa que os padrões foram vencidos. Eles ainda se impõem. Perto de 74,5% das personagens ouvidas falam que 'para estar bonita é preciso se cuidar'. Há prazer, em alguns casos, mas também há vários rituais em uma lista de obrigações. Também é opressor quando você encontra uma referência e tenta se transformar nela. Há uma jornada individual que precisa ser protagonista na história de cada uma", destaca Camila.

Magô Tonhon, maquiadora, é uma das protagonistas do vídeo-manifesto Imagem: Nina Jaccobi/Universa

O que nos espera no futuro

As mulheres estão experimentando dentro desse novo mundo mais livre para a beleza. Entretanto, o processo não é tão simples, uma vez que os moldes se atualizam com frequência. Por outro lado, é certo que elas estão se perguntando sobre o prazer de se sentirem bonitas para além da obrigação. E descobrindo novas expressões de beleza.

"Na retomada, quero acreditar, teremos processos que acontecem com mais agilidade e outros precisam de mais tempo. Vamos carregar as marcas dessa experiência, ainda que não imediatamente. Algumas perguntas vão ressoar ainda por muito tempo, até porque realidades impostas também geram mudanças, como as questões econômicas. Teve gente que parou de pintar o cabelo e talvez não pinte mais. Tem quem não parou e talvez pare. Tem quem vai pintar. Vamos viver ciclos em tempos diferentes", aposta Camila.

Uma beleza mais Universa

Diante das questões destacadas pelo estudo, Universa apresenta sua nova beleza. Um espaço plural, em que as mulheres poderão se reconhecer, mas também trocar experiências e encontrar acolhimento para questões relacionadas ao corpo, à pele, ao cabelo e à maquiagem. Aqui, não existe imposição. Cada uma de nós vive um processo individual de autoconhecimento e construção de autoestima —movimento nem sempre linear e, por vezes, doloroso. É nossa missão torná-lo mais gentil, com informação, inspiração e acolhimento.

Para tanto, queremos simplificar e encurtar o caminho da descoberta do que funciona para você. Por isso, além de reportagens sobre tendências e inspirações, você também passará a encontrar guias completos por assunto ou tipos de produto. Também listaremos lançamentos, faremos seleções especiais por categoria e colocaremos produtos à prova para medir efetividade e eficácia.

Nas nossas redes sociais, Instagram e TikTok, você encontrará a nossa Liga da Beleza Universa, um time formado pela criadora de conteúdo Babi Louise e as maquiadoras Savana Sá e Gabriela Barros, que vai compartilhar dicas de produtos, técnicas de aplicação, novidades do mercado e inspirações de beleza e moda em vídeos.

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