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Minha história

'Sem conseguir trabalho como bióloga, vendia bolos; hoje tenho confeitaria'

Fabiana Santos, 34, largou carreira como bióloga e abriu a confeitaria Sonhos de Açúcar, no Rio - Michele Cabral
Fabiana Santos, 34, largou carreira como bióloga e abriu a confeitaria Sonhos de Açúcar, no Rio Imagem: Michele Cabral

Fabiana Barbosa dos Santos Rosa, em depoimento a Priscila Gorzoni

Colaboração para Universa

01/08/2021 04h00

"Sempre precisei pensar em formas de gerar renda para alcançar os sonhos que tinha. Esse propósito sempre esteve dentro de mim desde a adolescência. Então busquei realizar atividades que me ajudassem a alcançar algumas metas na vida, como fazer artesanato e trabalhar como trabalhadora doméstica para conseguir alugar uma moradia para mim e para a minha mãe.

A paixão por cozinhar é antiga e cheguei a iniciar uma graduação na área de gastronomia por meio do ProUni (Programa Universidade para Todos), antes de ingressar no curso de biologia. Na faculdade, comecei a vender bolos para realizar um curso de mergulho que era importante para a minha formação. E com a boa aceitação, continuei vendendo.

Dessa forma, e com a falta de oportunidades na minha área de formação, decidi que ali iria postar as minhas fichas.

Sempre gostei de cozinhar e de organização, então isso me ajudou a pensar em atividades que pudessem me gerar renda quando as oportunidades no mercado formal não existiam.

Mas, após a conclusão do curso, alcançar uma oportunidade não foi fácil. Então decidi que voltaria a trabalhar com bolos e doces, coisa que eu gostava muito de fazer, mas agora de uma forma mais especializada. Continuei buscando oportunidades na minha área de formação, mas sem muito sucesso, retomei para a confeitaria.

Comecei a empreender na confeitaria em 2015, em casa, com os recursos e as ferramentas que tinha. A confeitaria ganhou o nome de Sonhos de Açúcar e aos poucos fomos crescendo, conquistando a nossa cartela de clientes, nos especializando. Os nossos carros chefes eram os bolos festivos em buttercream (creme de manteiga) e os kits para festinhas afetivas.

Nosso diferencial é criar bolos que imprimam afeto, que contem histórias, que criem memórias afetivas. Apesar dos quase seis anos, nem sempre foi uma atividade constante, pois, fazia jornada dupla. Só em 2019 que comecei a me dedicar de forma mais integral, e logo depois meu pequeno nasceu. Alguns meses depois, a pandemia de covid teve início e aí foi um banho de água fria.

Respirei fundo, me reinventei e fortaleci um produto meu que tinha pouca saída: os kits para festinhas intimistas viraram meu carro- chefe e comecei a conquistar meu público-alvo, vender para clientes fora da minha região e me tornar conhecida pelos meus bolos. Com isso, saímos da informalidade e me tornei uma microempreendedora individual e estamos aí cheios de planos para o futuro.
Ter o meu próprio negócio me fez voltar a sonhar, acreditar que ainda é possível conquistar minhas metas de vida."

*Fabiana Barbosa dos Santos Rosa, 34, bióloga e confeiteira, vive no Rio de Janeiro (RJ)

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